PEDIATRIA III
APLICAÇÃO PRÁTICA DE ANTIBIOTICOTERAPIA
CONCEITOS BÁSICOS
Apresentação: Xmg/Yml
Posologia: Xmg/kg/dia de Y-Y horas.
ANTIBIÓTICOS MAIS USADOS
Amoxicilina → Beta-lactâmico sensível à penicilase
Mecanismo de ação → bactericida, liga-se às PBPs e impede formação da parede celular da bactéria
Espectro → Enterococo, pneumococo e S. pyogenes
Indicações → otite média aguda, sinusite aguda, faringo amigdalite aguda e PAC.
Farmacocinétca → ingestão oral (excelente absorção oral) e excreção renal.
EA → diarreia, nauseas, vômitos, infecção micótica vulvoginal e alergia
Apresentação normal: 250mg/5ml
Apresentação BD: 400mg/5ml
Posologia normal: 50mg/kg/dia de 8-8h ou 12-12h
Posologia dose dobrada: 80-100mg/kg/dia de 8-8 ou 12-12h
! Paciente >30kg alcançam dose habitual de adultos → 500mg de 8-8h !
Amoxicilina-clavulanato → Beta-lactâmico inibidor de beta-lactamase
Mecanismo de ação → bactericida, liga-se às PBPs e impede formação da parede celular da bactéria
Espectro → Enterococo, pneumococo, S. pyogenes, S. aureus, H. inlfuenzae, E.coli, M. catarrhalis, anaeróbios.
Indicações → otite média aguda, sinusite aguda, faringo amigdalite aguda e PAC; infecções de pele e partes moles; ITU.
Farmacocinétca → ingestão oral (excelente absorção oral) e excreção renal.
EA → diarreia, nauseas, vômitos, infecção micótica vulvoginal e alergia
Apresentação normal: 250mg/62,5mg/5mL
Apresentação dose dobrada: 400mg/57mg/5mL
Posologia → deve-se considerar apenas a da amoxicilina pois dose de clavulanato permanece a mesma.
Cefalexina → Beta-lactâmico resistente à penicinilase, cefalosporina de 1a geração
Mecanismo de ação → bactericida, liga-se às PBPs e impede formação da parede celular da bactéria
Espectro →S. pyogenes, S.aureus e E.coli
Indicações → faringoamigdalite aguda; infecções de pele e partes moles; ITU.
Farmacocinétca → ingestão oral (excelente absorção oral) e excreção renal.
EA → diarreia, nauseas, vômitos e alergia
Apresentação: 250mg/5mL
Posologia habitual: 50mg/kg/dia de 6-6h ou 8-8h
Posologia dose dobrada: 80-100mg/kg/dia de 6-6 ou 8-8h
Azitromicina → Macrolídeo
Mecanismo de ação → Bacteristático, liga-se à subunidade 50s do ribossomo, bloqueado síntese proteica
Espectro → Mycoplasma, Chlamydia e não muito bom para S.aureus, S.pyogenes e pneumococo.
Indicações → PAC, coqueluche, uretrite, diarreia, ISTs.
Farmacocinétca → ingestão oral ou EV (! não pode ser ingerido como alimentos !l) e excreção fecal.
EA → nauseas e vômitos.
Apresentação: 200mg/5mL
Posologia: 10mg/kg/dia de 24-24h
HEMOGRAMA PEDIÁTRICO
Fatores para interpretação do hemograma
Contexto clínico
Uso de medicação
Fatores pré-analíticos
Influências externas
Etnia
Idade
Variações fisiológicas
Quando solicitar → Para afstar ou confirmar uma HD.
Fatores Pré Analíticos → Erros nos resultados
ID da amostra
Amostra diluída
Torniquete → hemoconcentração
Punções venosas difíceis
Hiperlipemia
Hematocrito → volume de hemácias em relação ao sange (%)
hemoconcetração: elevação de Ht (queimaduras, desidratação → Dengue)
hemodiluição: diminuição de Ht (IRA,
VCM - Volume Corpuscular Médio → altera primeiro
Microcitose <80
Normocitose 80-100
Macrocitose >100
HCM - Massa de Hb nas hemácias
Hipocrômia
Normocrômia
CHCM - concentração média de Hb nas hemácias
Queda mais tardia que VCM
Pouco usado na prática
RDW - Índice de anisocitose
classfiicação dentre anemias microcíticas (ex: é maior na ferropriva do que na talssemia)
ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS → avaliação microscópica do esfregaço
[Tamanho, cor e forma das hemácias]
Tamanho
mais jovens são maiores e vão diminuindo
Anemias microcíticas: ferropriva, doença crônica, sideroblástica, intox por chumbo, talassemia.
Cor
Normocrômicas ou hipocrômicas
Policromatofilia → cor rosa claro como consequência do RNA ribossomal 🡪 reticulócitos [hemácias jovens com RNA ribossomal residual]
Formato = Poiquilocitose
CONTAGEM DE RETICULÓCITOS
!Não vem no hemograma, deve ser pedido separadamento!
Avalia resposta medular e indica produção de eritrócitos
VR 0.5-1,5% → se anemia, deve estar aumentado.
→ correção do valor % pelo valor do Ht (Índice reticulocitário), usar quando paicente tem anemia: (n. reticulocits x Ht do paciente) / Ht normal para a idade
reticulócitos baixos + anemia → Não há resposta medular. Causas: aplasia medular, anemia por deficiência nutricional, doenças crônicas, síndromes mieloproliferativas, leucemias.
Reticulócitos aumentados + anemias → hemorragia aguda, anemia hemolítica OU reposição de ferro, B12 ou ácido fólico → Reposição desses componentes levam a um aumento de reticulócitos no sangue.
LEUCOGRAMA
Contagem global e diferencial
Morfologia
→ Morfologia:
Polimorfonucleares → neutrófilos, eosinófilos, basófilos
Mononucleares → linfócitos e monócitos
→ Variações:
RN → leucocitos e neutrofilos acima do valor
3a semana de vida → linfocitos predominam
5o ano de vida → inversão na proporção de neutrófilos e linfócitos
>6 anos → igual adulto (predominio de neutrófilos).
→ Contagem global e diferencial:
Leucocitose + neutrofilia → infecção bacteriana (desvio à esquerda)
Leucocitose + Linfocitose → infecção virais (linfócitos atípicos)
Leucopenia é comum em infecções virais e em casos graves de bacteriana
→ Reação Leucemóide = resposta leucocitária excessiva no sangue periferico (>50.000 com desvio à esquerda)
Causas:
Infecções bacterianas graves
Tuberculose
Brucelose
Toxoplasmose
Síndromes inflamatórias
Glomerulonefrites
Artrite Reumatóide
Insuficiência Hepática
Cetoacidose Diabética
→ Neutrófilos
Normal → predomina segmentados e poucos bastonetes
Desvio à esquerda → predomínio de bastonetes
→ Neutrofilia:
Principais causas: infecção bacteriana e processo inflamatório
Endotoxinas + Fator de Necrose Tumoral → Aumenta liberação de neutrófilos da medula óssea para a circulação e aumento da produção/maturação dos precursores medulares.
Outras causas:
Atividade física intensa → neutrofilos da margem do endotélio são mobilizados para corrente sanguínea
Convulsões
Dor intensa
Corticoidoterapia
Adminitração de adrenalina
→ Neutropenia:
Diminuição na contagem absoluta de neutrófilos no sangue periférico
Leve → 1000-1500
Moderada → 500-1000
Grave → <500
Causas:
Processos infecciosos:
Infecções virais → diminui produção + redistribuição + destruição imune dos neutrofilos
Infecções bacterianas graves → depleção nas reservas de granulócitos da medula óssea
Neutropenia Étnica → negros podem ter 200-600 menos neutrófilos
Neutropenia Ciclíca → Mutação no gene ELANE levando a oscilações na contragem de neutrófilos em intervalos de 21 dias. Relacionada à infecções de repetição.
→ Eosinofilia:
Doenças alérgicas
Hipersensibilidade medicamentosa (DRESS → acomentimento hepático, renal e pulmões. Manchas no corpo, febre…)
Infecções parasitárias → principalmente onde ocorre invasão tecidual (esquistossomose, estrongiloidíase, ascaridíase ...)
Alergia alimentar
Doenças TGI → Doença de Crohn
→ Basofilia
Urticária
Hipersensibilidade à alimentos e medicamentos
Leucemia Mielóide Crônica
→ Monocitose
Doenças granulomatosas:
Riquétsias
Endocardite subaguda
Tuberculose
Sífilis
Calazar
Doenças mieloproliferativas
Leucemia mieloide aguda
Leucemia mieloide crônica
Linfomas
Outras neoplasias
Colagenoses
→ Linfocitose
Maioria das infecções bacterianas não causam linfocitose → ! Exceção: coqueluche !
Causa normalmente é viral,
→ Linfócitos Atípicos: ativados pela resposta imune e humoral.
Atipias: aumento de tamanho, citoplasma amplo, nucléolo identificável
>20% → Mononucleose, Hepatites virais, CMV, hipersesibilidade medicamentosa
<20% → Sarampo, gripe, Caxumba, Riquétsia, Brucelose
<5% → normalmente não tem significado clínico em pacientes assintomáticos.
PLAQUETOGRAMA
Contagem de plaquetas pode ser manual ou automatizada
→ VPM: Volume Plaquetário Médio
Alto = plaquetas grandes → hemorragia aguda
Baixo = plaquetas pequenas → plaquetopenia secundária à hiperesplenismo
→ Trombocitose (>450.000)
Primária → causada por doença mieloproliferativa (Policitemia Vera, Trombocitemia Essencial, LMC)
Secundária → causa reacional, não tem associação com trombose. É transitória.
Causas: infecções; anemia hemolítica; anemia ferropriva; deficiência de vitamina E, Doença de Kawasaki
→ Trombocitopenia
3 causas base: produção induficiente; perda extravascular; aumento da destruição/consumo.
Congênita → geralmente associada à HF
Causas da adquirida:
PTI (Púrpura Trombocitopênica Imune) → Sobrevida reduzida por
autoanticorpos
Infecções virais → HIV, CMV, EBV, Rubéola, Outras
Infecções bacterianas
Transfusão maciça
CIVD
SHU
Síndrome hemoliticourêmica
Uso de medicamentos (Heparina)
Doenças autoimunes
Leucemias
Anemia aplásica
Síndrome mielodisplásica → outras citopenias
Esplenomegalia → Hiperesplenismo
→ Trombocitopenia em RN:
Causas:
Traumatismo no parto
Hipóxia / Acidose
Infecções congênitas
Infecções bacterianas graves
CIVD
Fatores maternos: PTI ou LES
Trombocitopenia isoimune do neonatal → Ac maternos atravessam a placenta e atacam antígenos plaquetários → destruição plaquetária → trombocitopenia.
PURPÚRA TROMBOCITOPÊNICA IMUNE
doença auto-imune adquirida
sobrevida das plaquetas é reduzida
é a principal causa de sangramento de 2-10 anos
LEUCEMIA LINFOCÍTICA AGUDA
51% dos casos tem leucometria inicial de <10.000
80% dos casos tem Hb <10
47% dos casos tem plaq entre 20.000 e 100.000
Presença de células blásticas no sangue
MENINGITE
Quais os grandes problemas das meningites/encefalites → Morbiletalidade de possibilidade de surtos (>3 casos na mesma região)
Relação meningite e encefalite: meningite pode evoluir para encefalite e vice-versa. Se ambos estão inflamados é meningoencefalite.
Sequelas da meningite → perda de audiação, distúrbios de linguagem, retardo mental, anormalidade motora, distúrvios visuais.
→ Conceito meningite: inflamação de pia-máter, espaço subdaral e espaço subaracneoideo.
AGENTES DA MENINGITE
→ Principal agente da meningite no geral: Meningococo
→ Principais agentes da meningite bacteriana em RN:
< 14 dias: Gram (-) Salmonella / Klebsiella / Serratia / Enterobacter / Haemophilus / Neisseria
>14 dias: Gram (+) Pneumococo / Estafilococo
→ Principais agentes da meningite bacteriana de 2 meses a 6 anos:
Neisseria meningitidis (1o) / Streptococcus pneumoniae
Staphylococcus epidermidis / S.aureus
Bacilos Gram (-) → Associado a procedimentos intra-abdominais
→ Principais agentes da meningite de pacientes com shunts (Ex. DVP): S. epidermidis e S. aureaus (G -)
MENINGOCOCO → Diplococo Gram -
Até 10% das pessoas tem estado de portador, principalmente adolescentes e adultos jovens, eles podem transmitire a doença.
Incubação → 2-10 dias (maioria 3-4)
Transmissão → Enquanto meningococo estiver na nasofaringe ou até 24h do início da terapêutica antimicrobiana efetiva
Qual a população de risco: Maior risco < 5 anos (30% dos casos) (pp/ < 1 ano)
Afecção muito presente na meningite meningocócica → 60% presença concomitante de lesões cutâneas petequiais, maioria costuma ter o rash como primeriro sintoma.
Perigo da meningococcemia [sepse] ´→ 40% de letalidade (Maioria nas primeiras 48h do início dos sintomas)
Evolução fulminante da sepse (meningococcemia) → Síndrome de Waterhouse Friedrichsen:
Fisiopatologia: Sepse → ativição maciça de citocinas → CIVD (coagulação intravascular disseminada) → Trombose de adrenais → Hemorragia de adrenais bilateral → Insuficiência adrenal (principalmente cortisol)
Sintomatologia de instalação repentina
• Febre / Cefaleia / Mialgia – Vômitos (em jato)
• Palidez / Sudorese / Hipotonia muscular / Taquicardia / Pulso fino-rápido / Hipotensão / Oligúria / Má perfusão periférica
DD de meningite leve: Doenças exantemáticas (pp/ virais) e Doenças do trato respiratório superior
DD de meningococcemia: Sepse de outras etiologias ou Febres hemorrágicas → Dengue, Febre amarela, Hantavirose, Febre maculosa, Leptospirose forma íctero-hemorrágica (doença de Weill), Malária (Plasmodium falciparum), Endocardite bacteriana
→ Em 2010 aumentou a circulação de meningococo C e incidência aumentou em crianças → logo foi introduzida vacina de meningo C conjugada PNI.
MECANISMO DE INVASÃO DAS MENINGITES BACTERIANAS
Principal: o microrganismo presente no trato respiratório superior faz disseminação hematogênica.
Outros: invasão direta por contiguidade (ex: TCE aberto) ou invasão do SNC por microrganismo presentes em focos infecciosos próximos a meninge por contiguidade
(Ex. Otite / Mastoididte / Sinusites)
FISIOPATOLOGIA DA MENINGITE
Bectéria atinge SNC → Replicação bacteriana → Substâncias bacterianas estimulam células de defesa a agirem (Astrócitos / Céls. micróglia) → Produção de citocinas (IL-1) → atração de leucócitos para o espaço subaracnóideo → Processo inflamatório provoca lesão do endotélio vascular / Alteração da permeabilidade da
barreira hematoencefálica → Edema vasogênico / Citotóxico / Intersticial → Perda de auto-regulação vascular → Dano cerebral irreversível.
SINAIS E SINTOMAS
→ dependem da idade, duração da enfermidade e da resposta à infecção.
Manifestações clínicas da meningite em neonatos e lactentes até 6 meses
INESPECÍFICOS
Febre (1/2) / Convulsões (40%) / Irritabilidade (1/3) Abaulamento de fontanela (1/3)
Choro em alta tonalidade / Depressão dos reflexos arcaicos / Letargia / Distúrbios respiratórios / Icterícia / Vômitos (em jato) / Diarreia /Desinteresse pela amamentação / Alteração nível de consciência / Hipotonia
Manifestações clínicas da meningite após os 7 meses:
MANIFESTAÇÕES MAIS ESPECÍFICAS
Febre / Cefaleia / Fotofobia / Náuseas – Vômitos (em jato) / Letargia / Irritabilidade / Confusão mental
Rigidez de nuca / Sinal de Brudzinski / Sinal de Kerning / Convulsões / Abaulamento de fontanela (Em lactentes)
Ataxia (Incomum → Labirintite infecciosa / Inflamatória)
Sinais de irritação meníngea:
Rigidez de nuca (dor à flexão de pescoço)
Sinal de Kernig → flexiona-se coxa e joelho à 90 graus e depois faz tentativa de extensão do joelho, se há dor ou limitação da extensão, sinal é considerado positivo.
Sinal de brudzinski → flexão passiva do pescoço provoca flexão de joelho e quadril.
Sinais de possíveis complicações da meningite:
Papiledema → denota hipertensão intracranina
possíveis causas:
Abscesso cerebral
Extensão abscesso extradural
Empiema subdural
Trombose de seio cavernoso
Sinais neurológicos focais → ex: Hemiparesia, Paraparesia e Alteração de campo visual
possíveis causas:
Oclusão vascular
Cerebrite focal
Processo purulento focal
Abscesso ou empiema subdural
Alteração de motilidade ocular → denota acometimento do III (oculomotor) ou IV (troclear) par craniano
Acometimento troclear pode indicar hipertensão intracraniana
Não são evidência de anormalidades focais
Alterações transitórias
PUNÇÃO LOMBAR
Indicações para realizar TC de encefálo antes de punção lombar: sinais de HIC, papiledema, sinais neurológicos focais
Local: entre L3 e L4
Não se faz botão anestésico para colher líquor de RN.
EXAMES COMPLEMENTARES
Inespecíficos:
Hemograma
Proteína c reativa (PCR)
Glicemia
HemoculturA
Íons
Gasometria
Coagulograma
Tomografia encéfalo
Líquor:
Rotina
Leucócitos Totais → extremamente alto em meningite bacteriana, aumentado em viral e encefalite
Leucócitos diferenciais → neutrófilos indicam bacteriana e monócitos podem ser normais ou meningire viral ou encefalite
Glicorraquia →1/2 a 2/3 da glicemia é VR, diminuição indica meningite bacteriana porém viral e encefalite mantém valor normal. Hipoglicorraquia tem associação com acometimento auditivo.
Proteinorraquia → VR: 15 a 50mg/dL (40 mg/dL); está aumentada na meningite bacteriana e discreamente aumentada na viral ou encefalite.
Bacterioscopia de Gram: indicativo da etiologia e resultado não autoriza
mudança do esquema de antibiótico → mudança de ATB ocorre apenas com cultura ou antígenos capsulares ou PCR.
Bacilo Gram + → Listeria
Diplococo Gram + → Pneumococo [90 sorotipos capsulares]
Diplococo Gram - → Meningococo [principais: A, B, C, W, X, Y]
Bacilo Gram - → Hemófilo [6 sorotipos capsulados: A, B - principal, C, D, E, F]
Pode também haver cocos pleomórficos, podendo ser tanto pneumococo quanto meningococo.
→ Conduta se líquor normal: manter observação do paciente e repuncionar em 12-24h.
[ Líquor normal não elimina possibilidade de infecção bacteriana no SNC → Casos iniciais]
→ Conduta se punção liquórica for traumática: deve-se “descontar” no líquor → No hemograma normal temos 5.000.000 hemácias / 10.000 leucócitos, ou seja, 500 hemácias / 1 leucócito. Se tenho um líquor hemorrágico para cada 500 hemácias tenho que subtrair 1 leucócito
Ex: Líquor com 23 leucócitos e 9.000 hemácias porém punção foi traumática → 18 leucócitos para 9.000 hemácias → após desconto ficam 5 leucócitos
TRATAMENTO
É obrigatoriamente hospitalar.
→ Tratamento Suportivo:
Medidas Gerais
Oferecer: Oxigenação adequada
Manter: Hemoglobina ≥ 12 g/dL e PA normal para idade
Previnir: Hipoglicemia
Controlar: Convulsões e HIC
Importância de manter PA normal para a idade: A pressão da perfusão cerebral é dada pela PA média subtraida pela PIC, se a PPC cai abaixo de 40, há alto risco de morte ou sequelas neurológicas
Hidratação
Regulação do Processo Inflamatório: Dexametasona → Inibe ação enzimática fosfolípedes dos leucócitos sobre células endoteliais, impedindo formação mediadores inflamatórios induzidos pela fosfolipase A2. Modula citocinas.
[Não há comprovação científica sobre redução de sequelas ou mortalidade]
→ Tratamento Empírico
<2 meses: Ampicilina + Cefotaxina OU Ampicilina + Aminoglicosídeo (Amicacina ou gentamicina)
>2 meses até 5 anos:
1a escolha → Ceftriaxona ou Cefotaxina
2a escolha → Ampicilina + Cloranfenicol
> 5 anos:
1a escolha → Ceftriaxona ou Cloranfenicol
2a escolha → Ampicilina
! Resistência à penicilina → 30% dos Pneumococos e Hemófilos possuem resistência !
→ Tratamento Específico
ATB para doença meningocócica:
Crianças → Penicilina, Ampicilina ou Ceftriaxone
Adultos → Ceftriaxone
S. aureus
Sensível à penicilina → Penicilina G ou Ampicilina
Resistência intermediária à penicilina → Ceftriaxona ou Cefotaxina
Resistente à penicilina e sensível à Cef 3a → Ceftriaxona ou Cefotaxina
Resistente à penicilina e à Cef 3a e sensível à rifampcina → Vancomicina + cefalosporina de 3a geração + rifampicina
H. influenzae → Ceftriaxona ou Cefotaxina
Listeria monocytogenes → Ampicilina + amicacina
QUIMIOPROFILAXIA
Conceito de contato domiciliar → pessoas que residem com o doente ou passaram 4 horas ou mais com o doente pelo menos 5 dos 7 dias anteteriores ao início dos sintomas.
Contato com Meningococo
Quem → Moradores do mesmo domicílio; Indivíduos que compartilham dormitório; Creche; Escola; Pessoas diretamente expostas secreções do paciente; Paciente no momento da alta ou na internação não tratados com ceftriaxona
! Independentemente do estado vacinal !
Agentes de saúde → Não há recomendação para os profissionais da
área de saúde que atenderam o caso de doença meningocócica
Exceto para aqueles que realizaram procedimentos invasivos (intubação
orotraqueal, passagem de cateter nasogástrico) sem utilização de equipamento de proteção individual adequado (EPI)
Esquema:
<1 mês → Rifampicina por 2 dias
> 1 mês até 12 anos → Rifampicina por 2 dias ou DU ceftriaxona
> 12 anos até 18 → DU ceftriaxona
Adultos → Rifampicina por 2 dias ou ciprofloxacina DU
Grávidas → DU ceftriaxona
Contato com Hemófilo
Quem → Todos moradores do domicílio se há possibilidade de contato com crianças < 4 anos não vacinada ou parcialmente vacinada ou criança imunocomprometida mesmo vacinada; Creches; Escola maternal → Se ocorrer 2 ou mais casos num intervalo de 60 dias para todas crianças (independente do status vacinal) e cuidadores; Paciente no momento da alta ou na internação não tratados com ceftriaxona
Esquema → Rifampicina por 4 dias
VACINAÇÃO
Meningococo
Conjugadas: Meningo C, Meningo B (só particular) e Meningo ACWY
Polissacárides (utlizadas em surtos): Meningo A+C e Meningo C
Hemófilo
Conjugadas → Pentavalente (DTP, Hep.B e Hib); Penta com DTPa (apenas no particular); Hexa (+VIP, apenas no partciular); Hib isolada (apenas no particular)
Pneumococo
Conjugadas → Pneumo 10; Pneumo 23 (apenas no partciular)
Polissacáride → Pneumo 23 (apenas no partciular)
→ Casos em pessoas vacinadas: Após a vacinação, são necessários de 7 a 10 dias para obtenção de títulos protetores de anticorpos. Casos ocorridos em pessoas vacinadas, no período de até 10 dias após a vacinação, não devem ser considerados falhas da vacinação. Esses casos podem ocorrer, visto que o indivíduo pode ainda não ter produzido imunidade ou estar em período de incubação da doença, que varia de 2 a 10 dias.
AGENTES ETIOLÓGICOS DA MENINGITE VIRAL
Vírus de RNA: Enterovírus (principal), Arbovírus, vírus da caxumba, Arenavírus, HIV 1 e vírus do sarampo
Vírus de DNA: Adenovírus, vírus do grupo herpes, varicela-zóster, EPV e CMV.
MENINGITE POR ENTEROVÍRUS
Transmissão: oro-fecal ou respiratória
Período de incubação: 2-35 dias (7-14 dias)
Período de transmissibilidade:
via fecal: por várias semanas
via aérea superior: 10-15 dias
Tratamento: não há tratamento anti-viral específico
MENINGITE POR HERPES VÍRUS
Tropismo pelo lobos temporais: TC ou RNM → Lesões necroemorragicas ou EEG → Pontas periódicas temporais.
Tratamento: aciclovir venoso.
OUTROS AGENTES ETIOLÓGICOS
Fungos → Criptococo, Paracoco, Candida, Histoplasma, Aspergillus.
Protozoários → Toxoplasma, Trypanosoma, Plasmodium
Helmintos → Taenia sollium, cisticercose, angyostrongylus.
DOENÇAS EXANTEMÁTICAS
CONCEITO → mancha cutânea de fundo vascular que pode ter 4 causas (infecciosa, alérigca, tóxica, física) e 4 tipos (mácula → plana; vesícula; crosta; sufusão hemorrágica)
ENANTEMA → exantema que acomete mucosas (boca, ânus, vulva, glande).
PRINCIPAIS PONTOS DA ANAMNESE
Idade → escarlatina em 5-15 anos
Tempo
Localização
Evolução
Curva térmica
Sintomatologia do exantema → Dor, Prurido, Sensibilidade, sensação de queimação
Sintomas associados
HP → histórias de atopias
HF
Contato
Imunização
Uso de medicamentos
Viagens recentes
Exposição solar → melhora ou piora com sol
Pródromos → febre, mal-estar
TEMPO DE INCUBAÇÃO (Regra geral)
Bactérias tem tempo de incubação maus curto, logo exantema surge mais rápido (5-7 dias)
Vírus manifesta 7-14 dias com exceção da mononucleose (30-50 dias)
EXAME FÍSICO
Aspecto do paciente:
BEG
Inquieto
Estado Toxêmico → criança prostrada, doente (indica gravidade da doença).
Aspecto do exantema em LUZ NATURAL → luz branca subestima e luz amarela superestima
Sinais vitais → pulso, respiração, febre.
Acometimento de mucosas
Hepatoesplenomegalia → ex: DD de mononucleose e amigdalite
Adenomegalia
→ Tentar identificar lesão primária
caracterização: cor, palpação (consistência, mobilidade, sensibilidade), forma
descrição: limites, distribuição (localizada, generalizada), padrão (simétrico, assimétrico, áreas fotoexpostas).
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES ELEMENTARES
Macula → plano
Pápula → mais elevado
Urticária
Vesícula → tem conteúdo
Cisto
Púrpura
LESÕES SECUNDÁRIAS → elementares podem evoluir para elas
Escama/Crosta
Fissura /Erosão/Úlcera
Necrose
Cicatriz
Liquenificação/Hiperceratose
Atrofia
! Mononucleose, reações medicamentosas e enteroviroses podem se manifestar como qualquer tipo de exantema !
ESCARLATINA
Idade → 5-15 anos
Clínica:
Pródromos →Febre alta; Dor de garganta (Amigdalite purulenta que pode não ter aparecido ainda), Língua saburrosa (torna-se língua em morango no quinto dia), Calafrios, Vômitos, Cefaleia, Prostração, Dor abdominal.
Exantema inicia no 4o dia de sintomas.
Exantema → Exantama micropapular em “lixa” (capilarite); Evolui: pescoço → Axilas → Virilha →Generaliza-se 24h
Sinal de Pastia → Linhas avermelhadas em regiões de dobra
Sinal de Filatov → Palidez perioral
Agente Etiológico → Strep Beta-hemolítico do Grupo A
Transmissão: VAS e contato com lesão cutânea.
Transmissibilidade → durante pródromos até o final da febre ou após 24h de ATB.
Exames laboratoriais:
Hemograma → leucocitose com desvio à esquerda; pode ter eosinofilia.
Teste rápido para antígeno em secreções de faringe
Culturas
Dosagem de antiestreptolisina O e anti-DNAse
Tratamento (até nono dia)
sintomático → hidratração, antitérmico
ATB → penicilina/amoxicila [O ATB evita FR mas não evita GNDA (Glomerulonefrite Difusa Aguda)].
Complicações:
Choque tóxico
Bacteremia
Febre Reumática (bactéria tem tropismo cardíaco → endocardite → Febre Reumática)
Glomerulonefrite Difusa Aguda → tratamento não previne
SARAMPO
Idade: crianças de 6-12 meses são grupo de maior risco
Agente Etiológico → Morbilivirus (Vírus de RNA)
Patognomônico → Manchas de Koplik: enantema oral → pápulas
azuis-esbranquiçadas 1 a 3 mm com base eritamatosa próximaaos pré-molares.
! Surgem 2 dias antes ou 2 dias após exantema !
Incubação: 8-12 dias
Transmissão: Gotículas
Alta transmissibilidade → 4 dias antes de exantema e 4 dias depois
Prodromos → febre, coriza, tosse, conjutivite [Não purulenta com lacrimejamento e fotofobia]. Ocorrem de 3-5 dias antes. Pioram com início do exantema.
Exantema:
Trajeto: (cefálo-caudal e centrífugo) Retro-auricular → Face → Pescoço → Tórax → MMII. Acometimento de palmas e plantas é raro.
Descrição: Mácula-pápulas confluentes mobiliformes
Coloração: inicia vermlhom fica acastanhado e descama, desaparecendo no nono dia (na mesma ordem em que apareceu)
Fácies Sarampenta: “cara suja”.
Exames laboratoriais:
Hemograma: leucopenia e plaquetopenia.
Sorologia: IgM positiva no 5 dia; IgG eleva em 4x após 2-3 semanas
Isolamento viral: Sangue / Urina (Até 7 dias) ou Secreções nasofaríngeas (Até 4 dias).
Tratamento
Sintomáticos→ suporte, hidratação, analgesia e Vit. A
ATBs para complicações bacterianas
Complicações
Piores em: Desnutridos → hipovitaminose A; Imunocomprometidos; <5 anos ou >20 anos; Gestantes.
Infecções secundárias → Otite Aguda Média e Pneumonia; Suspeita se febre persiste após 3 dias de exantema.
Panencefalite Esclerosante Subaguda → complicação rara.
vírus em senescência no SNC (tropismo) e 7-10 anos depois por razão pouco compreendida, vírus é reativado e ocorre degeneração progressiva do SNC (convulsão, paresias, paraplegias, morte).
principalmente em crianças infectadas antes dos 2 anos.
Imunização:
Ativa → TV aos 12 e 15 meses;
Passiva → Utilização da imunoglobulina hiperimune via IM aos que tem contra-indicação à vacina.
Vacinação de bloqueio → até 72h após exposição
É considerado imune indivíduo que: tomou pelo menos 2 doses até 29 anos OU toomu 1 dose entre 30-49.
2.1. SARAMPO ATÍPICO
Exantema tem inicio em plantas dos pés e palmas das mãos, indo para o tronco e não acomete face nem pescoço.
Pior evoulução, febre extrema e alta letalidade
Relacionado à vacina antiga de vírus vivo atenuado
2.2 SARAMPO MODIFICADO/INAPARENTE/ATENUADO
Crianças que não terminaram as doses das vacina ou tomrou imunoglobulina
Mais brando
RUBEÓLA
Agente etiológico: Rubivírus (Vírus de RNA)
Incubação: 2-3 semanas
Transmissão: gotículas
Transmissibilidade: (5-7 dias antes até 5-7 dias após exantema)
Prodrómos:
Ausentes em crianças
EM adolescentes, febre e astenia cercca de 2-3 dias antes.
Exantema: Rubeoliforme → Rosado, cefálo-caudal, sem pigmentação residual ou descamação.
Evolução → 1o e 2o dias: Face / Tórax / MM → 2o dia: Desaparece na face → 3o ao 4o dia: Desaparecimento total
Tropismo: para gânglios cervicais → Adenopatia exuberante.
generalizada mas com destaque para gânglios cervicais posteriores, occipitais e retroauriculares.
Surge uma semana antes do exantema e permanece por semanas.
Dor e dimensão maiores no 1o dia do exantema
Geralmente benigna, poblema são mulheres gravidas (sindrome da rubeola congenita → cegueira infantil)
Fisiopatologia: Invasão por via áerea superior ou conjuntiva → multiplicação do vírus em gânglios → viremia primária → exantema.
Exames laboratoriais:
Hemograma: leucopenia com plasmocitose
Sorologia para rubeóla → IgM positiva após 3o dia do exantema; IgG tem elevação do título em 4x após 2 a 3 semanas.
Tratamento → apenas sintomáticos (antitérmico e hidratação); Não existe tratamento específico.
Complicações → prognóstico é muito bom então complicações são raras.
Encefalites
Púrpuras trombocitopênicas
Artrite (Mulheres jovens)
Miocardite
Imunização:
Ativa: TV aos 12 e 15 meses OU em vacinação de bloqueio até 72h após contato.
Passiva: Imunoglobulina hiperimune usada em mulher gravida que teve contato.
EXANTEMA SÚBITO
Agente etiológico: Herpesvirus hominis (Herpes 6 ou 7). Vírus de DNA.
Idade: crianças de 3 meses a 6 anos (média de 9 meses)
Incubação: 7-17 dias (média de 10 dias)
Transmissão: ssecreções orais
Prodromos: febre alta e persistentes, irriabilidade e crise convulsiva
Febre: muito alta (convulsão em crianças até 7 anos) e cai em lise ao surgir exantema.
Exantema: Máculo-papular (2 a 3 mm), discreto, não coalescente, não pruriginoso, não descamativo. Evolui de tronco e pescoço para membros e face. Costuma durar horas até 2-3 dias e depois passa.
Exames laboratpriais:
Hemograma: leucocitose com neutrofilia (primeiros 2 dias) → evolui com leucopenia e linfocitose, podendo ter linfócitos atípicos.
Sorlogias
Culturas
PCR-DNA
Tratamento:
Sintomáticos → antittérmicos e hidratação
Imunocomprometidos → ganciclovir
Complicações → progóstico geralemnte é excelente
Crise convulsiva febril
ERITEMA INFECCIOSO
Agente etiologico: Parvovírus B19
Idade: 2-12 anos
Incubação: 5-10 dias
Pródromos: Febre alta, Mal-estar, Cefaleia, Coriza. Ocorre 2 dias antes .
! A febre some ao exantema aparecer !
Exantema → sempre com ausência de febre
Mancha vermelha em bocheca (Eritema em face esbofeteada) + palidez perioral.
Em 24-48h, surge exantema em pápulas na região de extensão do membro e tronco de aspecto rendilhado → desaparecimento da coloração central das pápulas. Dura cerca de 1-2 semanas.
O exantema pode reaparecer diante de trauma psicologico ou físico (frio).
Prognóstico: geralmente é excelente, com exceção:
É grave em drepanocísticos (anemia falciforme) → tropismo para medula ossea → crise aplásica transitória.
Complicações tem maior risco de acontecere nos pacientes com hemoglobinopatias e/ou Imunocomprometidos
Exames laboratoriais:
Hemograma: ocasinalmente tem leucopenia com eosinofilia.
Sorologia – Anti-IgM/Anti-IgG
PCR-DNA para casos crônicos
Tratamento:
Sintomáticos: antitérmicos e hidratação
Imunoglobulina para imunodeficientes com infecção crônica.
Tranfusão de concentrado de hemácias.
CATAPORA/VARICELA
Agente etioglógico: Herpesvirus varicella (Vírus de DNA)
Incubação: 14-16 anos
Pleomorfismo regional → vários tipos de vesiculas na mesma pessoa.
Transmissão: Aerossol e gotículas
Transmissibilidade: 2 dias antes do exantema e até todas as lesões em crosta
Pródromos (podem estar ausentes nas crianças): Febre, Astenia, Mialgia, Anorexia, Cefaleia. Ocorrem 1-2 dias antes.
! Febre é proportcional à intensidade do exantema e persiste enquanto surgir novas lesões !
Gravidade: adolescentes e adultos → pneumonite.
Exantema: Craniocaudal que evolui: Mácula → vesículas → pústulas → Crostas (8-48h)
! Polimorfismo regional → vários tipos de vesículas na mesma pessoa; 3 a 5 surtos por dias !
Tratamento:
Regra → tratamento sintomático com antitértmico e antihistamínico.
Exceção → Aciclovir em imunocomprometidos e outras situações especiais.
Vacinação:
2 doses: 12 meses e 15 meses
Pós exposição → Vacina (até 5 dias) ou Imunoglobulina (até 10 dias)
MONONUCLEOSE
Agente etiológico: EBV (Vírus de DNA)
Transmissão: Gotículas, VAS, Urina
Transmissibilidade: até meses após infecção
Prodromos → não se sabe quantos dias antes mas dor de garganta é muito presente. Outros: Febre, Calafrios, Inapetência, Fadiga, Mal-estar, Sudorese, Náuseas, Vômitos, Cefaléia, Mialgia.
Exantema: pode apresentar qualuqer exantema !
Exantema (3 a 8%) → Maculopapular, Morbiliforme, Escarlatiniforme, Urticariforme
Se administrar penicilina chance de exantema sobre para 80 a 100%.
Exame físco: Adenopatia cervical bilateral (pescoço de touro), Amigdalite membranosa, exantema, esplenomegalia.
Exame laboratorial:
Hemograma (Diagnóstico Inespecífico) → Linfocitose com Linfócitos atípicos (> 10%)
Específico → Anti VCA IgG e IgM; PCR-DNA; Isolamento viral
DOENÇA DE KAWASAKI
Etiologia desconhecida
Conceito = Síndrome mucocutânea linfonodal + angeíte generalizada
Idade: 85% dos casos são em crianças <5 anos
Critérios clínicos (Obrigatório + 4 OU aneurisma coronariano + obrigatório + 3)
Febre > 5 dias → OBRIGATÓRIO
Conjuntivite bilateral não exsudativa
Alteração dos lábios (fissuras) e/ou cavidade oral (Hiperemia, língua em morango)
Alterações extremidades periféricas (Edema, eritema, Descamação)
Linfadenopatia cervical aguda não-supurativa (1,5 cm)
Exantema:
Surge do 1o ao 5o dia de febre.
Inicia-se no tronco ou superfícies extensoras dos MM.
Polimorfo → Pode ser: Morbiliforme, maculo-papular, Urticariforme, Multiforme com lesões em alvo, Escarlatiniforme.
Pode ocorrer descamação perineal ou de outras regiões.
Fisiopatologia do aneurisma por Doença de Kawasaki:
Destruição da lâmina elástica (principalmente de coronárias) → Aneurismas; Embolização; Obstrução → Isquemia/Gangrena → Ruptura do aneurisma
Início da formação de aneurismas → 10 dias; Pico → 3 semanas; Raro formação após 4 semanas
Não há sintomas prodrômicos.
Exames Laboratoriais → alterações infespecíficas
Hemograma
Anemia normocítica normocrômica
Leucocitose c/ desvio esquerda (>20.000 por 1-2 semanas)
Plaquetas Normais 1a semana → ↑ 2a semana → Plaquetose 3a semana
VHS → aumentado (6-12 semanas sem tratamento)
PCR → aumentado (6-12 semanas sem tratamento)
Queda de → Albumina, colesterol total, HDL
Aumento discreto de → Triglicérides, TGO, TGP, Bilirrubinas, FA.
Provas auto-imunes negativas
Piúria estéril
Tratamento
Imunoglobulina humana intravenosa (IVIG) → Dose única de 2g/Kg
(Até 10o dia de febre), ↓ lesão coronariana de 25% para menos de 4%
AAS → Iniciar com doses moderadas (30 a 50mg/Kg/dia) ou altas (50 a
80mg/kg/dia). Após paciente ficar 2 dias afebril reduzir para (3 a 5 mg/kg/dia) e manter por 6 a 8 semanas.
9. FARMACODERMIA CAUSANDO STEVEN-JOHNSON
Etiologias:
Analgésicos / Antiinflamatórios não hormonais
Antimicrobianos
Anticonvulsivantes
Corticosteróides
Diagnóstico Steven Johnson: eritema multiforme acomete no mínimo 2 mucosas e no mínimo 10% da superfície corporal
Fisiopatologia:Medicamento como gatilho → induz apoptose de queratinócitos pela ativação da ligandina apoptótica → desprendiment o dos queratinócitos
Tratamento: Imunoglobulina → Impede a ligação da ligandina apoptótica ao seu receptor nos queratinócitos
MENINGOCOCCEMIA
Agentes etiológicos: Meningococo, Hemófilo, Pneumococo
Incubação: 1 a 10 dias (Média 4 dias)
Transmissão: Gotículas; VAS
Pródromos: Febre brusca e alta (Tax 39,5oC), Calafrios, Mialgias, Vômitos,
Náuseas, Odinofagia.
Exantema: Petequial / Purpúrico / Equimótico; Disseminação centrífuga; Face extensora dos MMII, Conjuntivas e mucosas.
Evolução → Rapidamente progressivas (12 a 24h) com Hipotensão, CIVD, Falência de múltiplos órgãos
Exames Laboratoriais:
Hemograma → Leucocitose com neutrofilia; Plaquetopenia com Alteração de coagulção
Diagnóstisco específco: Cultura / Gram / Látex
Fisiopatologia
Meningococo acomete mucosa nasofaríngea → atinge corrente sanguínea → acomete pele, meninges, coração, pulmão, adrenal.
Meningococo libera Anti-IgA → Liberação de LPS (endotoxina) → Reação inflamatória → Lesão endotelial → Vasodilatação + CIVD → Falência Miocárdica → Colapso circulatório
Tratamento → Suportivo e ATB (Ceftriaxona)
ACRODERMATITE PAPULAR DA INFÂNCIA (SÍNDROME DE GIANOTTI-CROST)
Etiologia: Provavelmente desencadeado por reações de hipersensibilidade à infecções virais, bacterianas ou imunizações. (Vírus Epstein-Barr é o agente mais
frequente)
Incidência: 3 meses a 15 anos
Pico de incidência 1 a 6 anos (principalmente entre 15 meses e 2 anos)
ùnico sintomas é o exantema que evolui em 24h.
Exantema: Exantema Máculo-papular simétrico principalmente em extremidades; Pode durar de 2 a 4 semanas (até 4 meses)
Tratamento: Sintomáticos (anti-histamínico)
Prognóstico: normalmente progride sem complicações.
DERMATOSES
Funções da pele: proteção, termorregulação, percepção, sensibilidade, excreção, função metabólica.
Pele da criança:
Relação aumentada entre superfície cutânea e peso → maior perda de água e maior absorção dos produtos.
Pele imatura, fina, frágil, sensível e pouco protegida.
Ao nascimente, pele é estéril a ao final da 1a semana já está colonizada (Staphylococcos coagulase negativos, Streptoccocos e Micocrocos)
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA PELE DO NEONATO
Vérnix → subtância graxenta produzida por células epidérmicas + secreções sebáceas.
Seca rapidamente e desaparece em poucas horas (sai com o primeiro banho).
Funções: Lubrificação para o parto e Proteção (sebo é antibacteriano e antifúngico)
Descamação Fisiólogica → descamação fina e não aderente
Ocorre nos prmeiors dias/semanas de vida
É mais evidente nos pós-termos
Desparece sozinha.
Hiperplasia Sebácea → Pápulas esbranquiçadas ou amareladas no folículo pilossebáceo
Fisiologia → Os hormônios andrógenos maternos estimulam hiperatividade de glândulas sebáceas
Desaparecem sozinhas após algumas semanas
Mílio → Cistos foliculares epidérmicos
Se apresenta como pápulas brancas ou amareladas.
Fisiologia → Sebo no folículo pilossebáceo + retenção de queratina
Presente em 50% dos RN
Deseparece sozinha em 4-6 semanas.
Nódulos de Bohn
Nódulos branco-nacarados ou amarelados na gengiva
Restos epiteliais das gllândulas palatais
Desaparecem sozinhos em algumas semanas/meses
Pérolas de Epstein
Nódulos branco-nacarados ou amarelados no palato
Restos epiteliais das gllândulas palatais
Desaparecem sozinhos em algumas semanas/meses
Calo de Sucção
Indicativo de problema na amamentação
Pele Marmorata → coloração arroxeada reitculada do RN
É uma respotas fisiológica ao frio → desaparece com aquecimento
Deixa de acontecer em semanas/meses sem tratamento
Acrocianose → cianose Periférica
Normal nas primeiras 48h de vida
Mais comum no RN Termo
Piora com frio e melhora com aquecimento
Coloração Arlequim
Mais comum nos RN Pré-Termo → imaturidade dos centros hipotalâmicos para controlas o tônus vascular periférico
Ocorre do 2-5 dia quando em decúbito lateral
Dura de 30 segundos a 20 minutos
DERMATOSES DO NEONATO
Mancha Mongólica → mácula hipercrômica congênita
Fisiologia → defeito na embriogênse de células na crista neural → migração incompleta dos melanócitos da crista neural → melanócitos permanecem na derme
Evolução: tende a aumentar no primeiro ano de vida e maioria desaparece ainda na infância.
Eritema Tóxico
Etiologia desconhecida
Raro em pré termos e PIG
É um fenomêno assintomático exceto por pápulas esbranquiçadas com halo eritematoso e edematoso (semelhante à picadas de insetos) que poupam palmas a plantas.
Inicia no 3°-4° dia de vida e regride sozinho 5°-14° dia de vida.
Miliária
Fisiologia → obstrução dos ductos sudoríferos gerando retenção de suor e vesículas/pústulas
Miliária Cristalina → Retenção subcórnea de suor, acomete pescoço e face
Miliária Rubra → Obstrução do ducto intradérmico causando retenção do suor na epiderme e consequente reação inflamatória.
Tratameto → Normalmente é desnecessário
Usar roupas leves de algodão
Pode-se usar Calamina/Amido
Evitar calor e umidade excessivos
Resolve-se sozinha em 2 semanas
Melanose Pustulosa Transitória Neonatal
Fisiologia → vesículas/pústulas asspticas superficiais sem eritema sofrem descamação e formam mácular hiperpigmentadas residuais
Etiologia desconhecida
! Está presente no nascimento !
Acomete região cervical, fronte, tronco e tornozelos
Vesículas/Pústulas desaparecem sozinhas em 24-48h após nascimento e máculas hiperpigmentadas desaparecem sozinhas em 3 semanas a 3 meses.
Mancha Salmão → ectasias de capilares dérmicos
Comportamento → desaparecem à compressão e se evidenciam ao choro
Manchas na palpebra e glabela desaprecem no 1° ano de vida
Manchas occipitais desaparecem a partir dos 6 anos mas podem perdurar até vida adulta
Conduta → acompanhamento com pediatra
Mancha Vinho do Porto → Malformação capilar congênita (defeito do gene GNAQ)
São mais comuns na face
Conduta → deve ser encaminhado para dermatolgista
Mancha Salmão em hemiface → conduta é RMN encefálica, avaliação de neuro-ped e oftalmologista.
Evolução → não apresenta tendência de involução e manchas aumentam proporcionalmente ao crescimento
Tratamento → possibilidade de laser
Complicações → Pode ser associada à síndrome de Sturge-Weber [Epilepsia, Hemiplegia, Retardo mental e Glaucoma]
Hemangioma Congênito → Tumor Vascular Vinhoso
Maioria se resolve até 5 anos de idade
Classificação:
rapidamente nvolutivo → desaparece com 6-14 meses de vida
parcialmente involutivo → desaparece com 12 meses de vida
Não involutivo → crescem em proporção ao crescimento.
Conduta → deve ser encaminhado para dermatologista
Tratamento:
Medicamentoso → Propanolol oral por 6-12 meses ou Colírio de Timolol Tópico
Curativo → exérese cirúrgica ou laser.
Dermatite da Área das Fraldas → dermatite irritativa primária não-alérgica
Fisiopatologia: Fezes + Urina = Oclusão + Maceração (lesão por excesso de umidade) → dermatite irritativa
Eritema de intensidade variável que pode ter pápulas, edema e descamação
Localização: nádegas, região perianal, região genital, face interior das coxas e abdome inferior → Lesão em W que poupa as dobras.
Complicações
Infecção secundária por Candida albicans → eritema mais intenso ou presença de pápulas eritematosas com lesão satélite e acometimento em dobras.
Infecção secundária por S. aureus ou Streptococo.
Diagnósticos Diferenciais → candidíase, dermatite seborreica, psoríase, eczema atópico, acrodermatite enteropática, histiocite das células de Langerhans, granuloma glúteo infantil, dermatite estreptocócica perianal, impetigo bolhoso, escabiose e sífilis congênita.
Prevenção:
Reduzir contato da pele com a urina e fezes → trocas mais frequentes.
Utilização de cremes de barreira (Óxido de zinco e dexpantenol)
Limpeza adequada:
Limpar urina com pano umidecido em água
Limpar fezes com água e sabão neutro
Evitar lenços umidecidos
Tratamento:
Casos moderados → Hidrocortisiona 1% creme e cremes de barreira
Casos persistentes → Nistatina solução oral
Candidíase associada → Creme de Nistatina ou Miconazol ou Cetoconazol
Dermatite Seborreica
Lesões eritemato-descamativa com escamas graxentas amareladas
Início 2-10 semanas de vida e se resolve até 1 ano sozinha
Local: acomete couro cabeludo, região central da face (fronte, glabela e supercílios), cílios (blefarite), conduto auditivo externo e pregas (retroauriculares, axilas e cervical)
Tratamento → opções:
Vaselina ou Óleo Mineral → amolece as escamas facilitando a remoção com fricção suave
Hidrocortisona 1% creme
Cetoconazol 2% creme ou shampoo
Inibidores tópicos da calcineurina (imunomodulares) → muito caro
DERMATOSES DA INFÂNCIA
Dermatite Atópica → doença inflamatória cutânea
Principais sintomas → prurido intenso e pele seca
Comportamento: curso crônico e recidivante
Complexo da atopia (tríade) → asma, rinite alérgica e urticária
Fisiopatolgia: aumento da atividade de citocinas (IL-4, IL-5 e IL-13) → aumenta IgE → Eosinofilia → pode levar a casos graves ou respiratórios
Sinais:
Sinal de Hertogue → rarefação dos supercílios
Dupla prega de Dennie-Morgan → dupla de pregas em palpebra inferior
Fase Aguda → Pápulas/Placas eritematosas, vesículas, excusdação
Fase Subagudas → Crostas e exsudação
Fase Crônica → lesões secas e liquenificadas
Dermatite Atópica do Lactente
3 meses a 2 anos
Face (poupa macio central) e superfície extensora dos membros
Dermatite Atópica infantil
2-12 anos
Superfíces extensoras anticubitais e poplíteas
Dermatite Atópica do Adolecente/Adulto
Dobras flexores e face
Tratamento:
Medidas gerais → evitar fatores que agravem a xerosa cutânea (banhos quentes e prolongados, uso excessivo de sabonete, uso de buchas, roupa de tecido sintético ou lã, perfumes)
Tratamento tópico:
Hidratação da pele com hidratantes neutros, brancos e sem perfume (não usar hidratantes à base de ureia)
Cortcóide até melhora do quadro agudo → Hidrocortisona 1% em face e dobras
Inibidores de Calcineurina → Pilocromilima (a partir de 2 meses) e Tacrolimo (a partir de 2 anos) em face, região genital e dobras.
Tratamento sistêmico:
Anti-histamínicos de primeira gerção à noite ou de segunda geração de dia
! Evitar corticoidoterapia sistêmica, pode causar efeito rebote !
Imunossupressores em casos graves → Ciclosporina ou Metrotrexato
Diagnóstico Diferencial: Dermatite Seborreica → É auto-limitada, raramente tem prurido, acomete região centro-facial, crosta é graxenta, pele está hidratada e não tem relação com história familiar
Micoses Superficiais
2.1. Tinea capitis:
Lesão descamativa, com pêlos fraturas (tonsurados)
Não resulta em alopecia cicatricial
Agente etiológicos: Microsporum ou Truihophyton
Tipos de Tinea → todos tem tratamento tópico de 4 semanas (Miconazol, Clotrimazol, Cetoconazol ou Isoconazol)
Tinea da face → Places eritemâto-descamativas com bordas bem delimitadas. Crescimento centrífugo e prurido frequente
Tinea corporis → Places eritemâto-descamativas com bordas bem delimitadas. Crescimento centrífugo e prurido frequente
Tinea Cruris (interior das coxas/genital) → Mais comum nos homens e adolescentes. Pápulas/Placas eritematosas ou acastanhadas com bordas descamativas e clareamento central.
Tinea Pedia → Maceração entre os dedos, pode ter fissuras e eritema.
2.2. Kerion
Agente etiológicos: Microsporum ou Truihophyton
Quadro grave inflamatório
Pode ter pápulas, pústulas e eritemas
Pode resultar em alopecia cicatricial
Diagnóstico → coleta de material raspado da lesão
Microscopia com exame micológico direto + Cultua para fungo + lâmpada de Wood
Tratamento → deve ser sistêmico por 6-8 semanas
Itraconazol
Fluconazol
Terbinafina
Griseofulvina
2.3 Ptiríase Versicolor
Agente etiológico: fungo Malassezia
Mancha arredondas, bem delimitadas com descamação fina que pode ser hiper ou hipopigmentadas ou eritematosas.
Acomete tronco e MMSS
Sinail de Zileri → estiramento da pele provocando descamação
Tratamento → tópico com cetoconazol (creme ou shampoo) ou micoconazol
2.4 Candidíase Oral
Pseudomembrana esbranquiçada com base eritematosa à remoção
Muito comum em lactentes e em pacientes maiores pensar em imunodeficiência
Concomitância → queilite angular ou perleche (infecção do ângulo da boca)
Tratamento → nistatina oral
Ptiríase Alba = Eczematide
! Não é causada por fungo !
Lesões hipercrômicas em áreas expostas com bordas indefinidas
Fisiopatolgia: dermatose inflamatória que inibe melanogênese
Fatores agraventes → exposição solar, banhos com água quente e excesso de sabão.
Tratamento: semelhante ao da dermatite atópica.
Estrófulo → reação de hipersensibilidade à antígenos existentes na saliva de insetos
Mais comuns → Dípteros (mosquitos); Sifonápteros (pulgas), Ixodídeos (carrapatos)
Início → entre 12-24 meses, antes de 6 é raro; Tolerância ao redor dos 10 anos.
Prevenção: controle ambiental, roupas, telas, repelentes.
Tratamento do prurido
Corticoide tópico de média ou alta potência
Anti-histamínico oral
Pediculose
Agente etiológico: pediculus humanus capitis
Pruridio intenso → reação alérgica à saliva durante a sucção
Reprodução: fêmeas botam ovos (lêndeas) que demoram cerca de 1 semana para eclodirem.
Tratamento:
Remoção mecânica das lêndeas a piolhos com pente fino (mais importante)
Medicamentos tópicos: permetrina e deltamerina
Sistêmic: ivermectina para >15kg
Escabiose
Agnetes etiológico: Sarcopteis scabiei
Transmissão: normalmente de pai para filho, ácaros de gatos ecães não costumam afetar
Aparência: pápula eritematosa escoriada e em crianças pode predominar em região plantar e palmar
Prurido à noite → Hipersensibilidade tipo IV ao àcaro e suas excreções.
Tratamento
Permetrina é a primeira escolha; Enxofre creme para <2 meses; Ivermectina oral para >15kg
Todos os contato ínitmos devem ser tratados simultaneamente independete de ter lesão de pele ou não → roupas devem ser lavadas e passadas à ferro quente, se não puderem devem ser colocadas em saco plástico por 1semana;;
Verrugas Virais
Agente etiológico: HPV
Aparência: variam de pápulas diminutas ou achatadas até lesões hiperceratóticas
Transmissão: contato direto como pessoas ou objetos que estiveram em contato com a lesão
Tratamento:
Agentes destrutivos → Queratolíticos, crioterapia, cauterização, laser, terapia fotodinâmica.
Agentes antimitóticos → retinoides, podofilotoxina, bleomicina
Agentes imunoestimulantes → sensibilizadores tópicos. cimetidina, Levamisol
Outros → Formaldeídos, Formalina, Glutaraldeído
Molusco Contagioso
Agente etiológico: Ortophoxvírus
Tipos → MCV-1; 1a, 2 e 3
Transmissão: contato direto ou fômites
Pápulas pequenas (3-6mm) rósea peroladas normalmente umbilicadas sem prurido ou pouco.
DIagnóstico é clínico
Tratamento:
Agentes destrutivos → químico (ácidos, vesicantes, antivirais tópicos; físco (crioterapia com nitrogênio líquido) ou mecânicos (expressão da lesão ou curetagem)
Agentes antimitóticos
Agentes imunoestimuladores.
PIODERMITES
Impetigo
Crostoso → S. aureus, etiologia mista, S. pyogenes
Bolhoso → quase 100% são por S. aureus
Fisiopatologia: toxina epidermolítica → bolhas muito frágeis → rompimento → superfícies desnudas e eritematosas, semlhantes à queimaduras
Tratamento: antibióticos tópicos ou sistêmicos (oxacilina, clidamicina, cefalexina)
Disseminação pode ser própria (auto-inoculação) ou para outras pessoas; Para de disseminar após 24h de ATB efetivo
Complicações:
Aprofundamento → celulite, abcesso
GNDA pós-estreptocócica → ATB não diminui o risco, 1,5% dos impetigos crostosos
Erisipela
Agente etiológico: streptococ beta-hemolítco do Grupo A
Local (envolve derme e vasos linfáticos): Face de crianças e membros de adultos
Placa eritemato-edematosa dolorosa → vesículas → bolhas + adenopatia regional [progressão é rápida]
Sintomas sistêmicos → calafrios, febre alta e prostração.
Tratamento ! não usar bezentacil !
Se streptococo: Pen G cristalina ou ampicilina; oxacilina
Se staph: oxazolina ou cefazolina
HEPATOESPLENOMEGALIA
→ pode ser causado por condições benignas, malignas, transitórias ou crônicas
→ Quadro mais comum: hepatoesplenomegalia discreta, transitória, com resolução espontânea, sem compromwtimento do estago geral, relacionado à infecçao
FISIOPATOLOGIA
Hepatomegalia pode ocorrer por: Inflamação, congestão vascular, Armazenamento inadequado, Infiltração, Obstrução biliar
Esplenomegalia pode ocorrer por: hipertrofia funcional (respota imune ou destruição de glóbulos vermelhos), Congestão, infiltração, MIeloproliferação ou Neoplasia
SUSPEITA
Maioria das hepatesplenomegalias são relatadas pelos familiares e próprios pacientes
Queixas indiretas → aumento de volume, desconforto ou dor abdoimnal
Suspeita de hepatoesplenomegalia
Confirmação de que aumento é de baço e fígado
Varições anatômicas podem deslocar estes orgãos e falsear o exame [peito escavado, ptose hepática, lobos acessórios presentes]
Outras causas para deslocamento: rebaixamento de diafragma, hidronefrose, pseudocisto pancreático, tumores retroperitoneais
HISTÓRIA CLÍNICA → importante questionar:
Febre
Presente em: infecções, inflamações, neoplasias e colagenoses
Ausente em: anemias e doenças de depósito
Icterícia
Aumento BI: deve-se pesquisa hemólise
Aumneto BD: deve-se pesquisar colestase
Adenomegalia
Distúrbios hemorrágiocs → neoplasias, hipertensão portal, IH
Ascite - hipertensão portal pré (trombos em v. porta ou esplênica ou pós.
EXAME FÍSICO
Ausculta: sopro em área hepática indica hemagioendotelioma ou teleangiectasia hemorrágica hereditária
Hepatimetria [percussão de bordas superior e inferior]
até 6 meses: 3,5c do RCD
até 2-3 anos: 3 cm
até 10 anos: 2cm
>10 anos: não deve ser palpável
Palpação hepática:
Dor indica hepatite infecciosa, abcesso ou congestão secundária à IC
Consistência → se aumentada indica fibrose hepática congênita, glicogenoses ou hepatite crônica
Superfícia micro/macronodular: cirrose hepática
Aumentos focais → abcessos piogênicos, cistos, neoplasias
Esquistossomose tem hepatomegalia assimetrica entre lobos
Palpação esplênica:
Pode ser palpável (ponta do baço) em RN e lactentes
Crianças escolares normalemnte não tem amsi baço palpável
→ Hepatomegalia isolada: principais causas são doenças tumorais císticas, glicogenoses e doenças venoclusivas (costuma cursar com ascite)
→ Esplenomegalia isolada: principais causas costumas ser trombo de veia porta, lipidoses, LMC e anemia heomlítica
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR
Quando pedir:
14% dos RN e 7% das crianças tem baço palpável e fígado pode ficar até os 10 sem nenhum significado patológico
À palpação deve ter superfície llisa, bordas regulares e ausência de dor à palpação profunda para ser “normal”
Hemograma completo + contagem de reticulócitos → diferenciação entre anemias carencial e hemolíticas
Leucograma:
Leucopenia + linfócitos → infecção viral
Linfocitose + atipias → mononucleose
Pancitopenia → leucemia, calazar, processos invasivos de medula, hiperesplenismo
Eosinofilia: toxocaríase, esquitossomose, leucemia eosinofilica
EAS e urocultura → ITU em crianças e principalemnte lactentes tem sintomatolgia inespecífica
TGO e TGP → lesão hepatocelular
HEPATOESPLENOMEGALIA NO RN
Procurar TORCHS → infecções congênitas
Toxoplasmose, Outras (sífilis e hep. B e C), Rubéola, Citomegalovírus, Herpes Simples.
PROCESSOS COM HEPATOESPLENOMEGALIA NA HISTÓRIA NATURAL
Ambos orgãos são sede de tecido linfoide e reticuloendotelial (principalmente baço), logo há hipertrofia em processo inflamatórioa, infecções agudas e crônicas, neoplasias e hipersensibilidades
Anemia hemolítica → baço faz a degradação de hemácias e também faz heamtopoiese em casos graves
Anemia carencial → ambos orgãos tem capacidade hematopoietica em situações graves
Aumento da carga vascular
Disturbios circulatórios graves → ICC, pericardite constritiva
Disturbios circulatorios locais → hipertensão portal
Alteração no ciclo da bilirrubina
Fígado faz parte do metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios → pode ter hipertrofia em algumas doenças metabólicas ou de depósito
→ Unica doença reenforçada no slide foi Leishmaniose visceral, atentar a casos clínicos que mencionem cachorro e pancitopenia. Tratamento é Glucantime ou Anfotericina B.
PUBERDADE PRECOCE
PURBERDADE FISIOLÓGICA
→ Meninas: 8-13 anos
Telarca (broto mamário) → Pubarca (pêlos pubianos) → Menarca
Estirão ocorre antes ou durante o primeiro ano de telarca
8-10cm/ano
→ Meninos: 9-14 anos
Volume testicular (eixo >2,5 cm ou vollume >4ml) → Pubarca → crescimento peniano
Estirão ocorre na seguna metade da puberdade.
10-12cm/ano
→ Estirão: até os 10 anos, meninos e meninas tem aproximadamente a mesma composição corporal (massa magra, gordura e esqueleto), o estirão é um crescimento desorganizado, não-uniforme, e durante ele ocorre o dismorfismo sexual, ou seja, o esqueleto, músculos e tecido adiposo se desenvovem de acordo com sexo da criança.]
→ Puberdade Rapidamente Progressiva: é a mudança de estágio puberal em menos de 3 meses + aumento da velodade de crescimento.
Está associado à radioterapia
→ Puberdade Lentamente Progressiva: é a mudança de estágio puberal em mais de 6 meses + idade óssea avançada menos de 2 anos
ESCALA DE TANNER - MENINOS
G1 → infantil | P1 → infantil |
G2 → aumento testicular e escrotal | P2 → pêlos finos na base do pênis |
G3 → aumento peniano e escrotal | P3 → pêlos encaracolados em sínfise |
G4 → aumento peniano, escrotal e testicular | P4 → pêlos adultos esparsados |
G5 → adulto | P5 → adulto (pêlos até raiz da coxa) |

ESCALA DE TANNER - MENINAS
G1 → Infantil | P1 → infantil |
G2 → broto mamário | P2 → pêlos finos em grandes lábios |
G3 → aumento sem separação de contornos | P3 → pêlos encaracolados em sínfise |
G4 → projeção areolar e papilar | P4 → pêlos adultos esparsados |
G5 → adulto | P5 → adulto (pêlos até raiz da coxa) |

CONCEITO
→ Surgimento de caracteres sexuais secundários antes do 8 anos em meninas e antes dos 9 em meninos.
→ Velocidade de progressão costuma ser mais rápidos do que a normal (exposição anormal à hormônios sexuais), e velocidade de crescimento também segue este padrão:
Velocidade de crescimento e maturação óssea aumentada → criança alta para a idade mas adulto mais baixo que o normal.
! Tanto a doença quanto o tratamento medicamentoso de bloqueio não afeta a fertilidade da criança no futuro !
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
Telarca precoce isolada.
Pubarca precoce isolada.
Menarca precoce isolada.
SUBTIPOS
Puberdade Precoce Dependente de Gonadotrofinas // Puberdade Precoce Verdadeira // Puberdade Precoce Central
Fisiopatologia: Ativação prematura do eixo hipotalámo-hipófise-gonadal levando a mimetização da puberade fisiológica.
Meninas: Hipotálamo → GNRH → Hipófise → FSH e LH → Ovários → estrógeno e progesterona
Meninos: Hipotálamo → GNRH → Hipófise → FSH e LH → testículos → testosterona
Epidemiologia: Mais frequente em meninas.
Sempre será isossexual.
[No slide está que a puberdade central e a dependente de gonadotrofinas são coisas iguais, porém a puberdade precoce dependente de gonadotrofinas nem sempre é central, ela pode derivar de causas periféricas como tumores virilizantes, hiperplasia adrenal congênita e terapia androgênica. Já a puberdade precode central sempré será dependente de gonadotrofinas].
Causas
90% das causas em meninas são idiopáticas, porém quanto mais nova ela for maior será o risco de causa por alteração em SNC
Nos meninos 2/3 está associado a alteração de SNC e 50% destes são tumores de SNC
Causas congênitas: hidrocefalia e cistos aracnoides
Causa adquiridas: traumatismos, doenças granulomatosas, processos inflamatórios e tumores [destaque para o hamartoma hipotalâmico]
Diagnóstico
Clínico:
Anamnese: aparecimento, ritmo de evolução, história de uso de esteroides, traumas ou infecções e história familair da puberdade
→ Fatores de risco: mãe com menarca cedo, puberdade precoce por parte de pai, obesidade na infância e baixo peso ao nascer.
Exame físico: Tanner, curvas de crescimento e outros caracteres (acne, pêlos axilares, desenvolvimento muscular)
Laboratorial:
→ Avaliação inicial: LH, FSH, estradiol (meninas) e testosterona (meninos).
(importante também medir HCG para excluir tumores produtores)
Teste de estímulo com GnRH: Ao dar GnRH para a criança, estamos testanto a maturiade do eixo, assim se com o teste o LH e FSH se eleva, signifca que o o eixo responde ao GnRH e há puberdade precoce central. Porém se FSH e LH não aumentam, significa que eixo ainda é imaturo e a puberdade precoce é periférica.
A avaliação do FSH é pouco útil para a central, mas níveis suprimidos indicam PP periférica.
A testosterona é ótimo marcador e níveis baixos excluem PP
Já níveis baixo de estradiol não excluem PP
→ Resultados indicativos de PPC: todos hormônios aumentados.
Imagem:
Raio X de mão e punho para avaliação de idade óssea: estará avançada em todos os casos de puberade precoce, exceto no hipotireoidismo (síndrome de Van Wyk-Grumbach)
USG pélvico em meninas: útero e endométrios sugerem estímulo estrogênico e descartar neoplasias do trato genital.
RMN de SNC se <6 anoscom diagnóstico clínico e laboratorial ou entre 6-8 comsuspeita de alteração de SNC → se pede ressonância ao invés de TC pos TC não detecta hamartomas hipotalâmicos.
Tratamento:
Tratamento inicial é voltado para a causa da PP → usualmente QT ou RT.
Tratamento medicamentoso está indicado para:
Aceleração desproporcional óssea com queda na previsão da estatura final
Puberdad eprecoce rapidamente progressiva
Distúrbios de comportamento.
→ Medicamentos: antagonistas de GnRH [gosserelina, leucoprorrelina, triptorrelina, acetato de medroxiprogresterona, acetato de ciproterona]
Efeitos adversos (em meninas): sangramento vaginal, cefaleia e fogachos.
Bloqueio do GnRH → dimiui produção dos esteroides sexuais → diminui velocidade de crescimento, progressão da velocidade óssea e regride caracteres sexuais secundários.
Duração to tratamento: até que idade cronológica normal se equipare ao estágio puberal, deve-se condierar idade óssea, estatura atual, previsão de estatura e aspectos psicossocias
Meninas: até 12,5 anos
Meninos: até 13,5 anos.
Puberdade Precoce Gonadotrofina Independente // Pseudopuberdade precoce// Puberdada precoce Periférica
Conceito: desenvolvimento de caracteres sexuais secundários com ausência de maturação do eixo hipotalamo-hipófise-gonadal.
Laboratorial: aumento dos hormonios sexuais com ausência de resposta ao teste de estímulo com GnRH.
! Algumas puberdades precoces periférica podem se tornar centrais → o estímulo constante de hormonios sexuais sobre o eixo pode levar a sua maturação precoce. [Ex: hiperplasia adrenal congênita]
INCONGRUÊNCIA DE GÊNERO
O gênero no desenvolvimento: 6-9 meses idadentifica vozes e face → 1 ano: associa vozes femininas e masculinasco certo objetos dados como típicos para cada gênero → 2-3 anos: inicio da identidade de gênero → 6-7 consciência de que identidade de gênero permanecerá inalterada.
Intervenções possíveis no Brasil:
Reversível: supressão puberal no 2° estágio de Tanner
Parcialmente Revesívei: hormonização cruzada a partir dos 16 anos
Irreversível: cirurgia de transição, somente acima dos 18 anos.
BAIXA ESTATURA
→ Cresicmento tem fatores hormonais, genéticos, nutricionais, psicologicos e sociais.
FISIOLOGIA DO CRESCIMENTO
A Placa de crescimento é dividida em 3 partes: zona de “descanso”, zona de proliferação e zona de hipertrofia. Ela fica entre a epífise e a metáfise
Zona de “descanso”: presença de ‘células-tronco’ que repõe os condrócitos em proliferação. Tem baixa taxa de replicação
Condrócitos são recrutados → fatores parácrinos, moléculas da matriz extracelular e proteínas intracelulares
Zona de proliferação: condrócitos entram em alta taxa de replicação, se organizam em colunas paralelas ao eixo do osso
Zona de hipertrofia: condrócitos param de se replicar e começam a crescer (aumentam 6-10x de tamanho).
Condrócitos sofrem apoptose e há formação de matriz extracelular
Invasão de vasos sanguíneos
Osso formado.
A taxa de proliferação de condrócitos e crescimento longitudinal decai com a idade
Senescência da placa → processo intrínseco que diminui funcionalidade e celularidade das placas de cresciemnto.
VELOCIDADE DE CRESCIMENTO
In utero: 66 cm/ano
Lactente: 20-25 cm/ano
Pré-puberal: 5-7cm/ano
Puberal: menino 10-12 cm/ano; menina 8-10 cm/ano
→ não deve ser aferida com um intervalo menos que quatro a seis meses, já que o crescimento sofre influências sazonais.
CONCEITOS
Crescimento é anormal quando está 2 desvios-padrões abaixo, ou se no Percentil 3.
Altura é mensurada a partir dos 2 anos, antes disso se faz o comprimento (deitado).
Seguimentos:
Seguimento Superior = altura/comprimento menos o seguimento inferior
Seguimento Inferior = distância entre limite superiori da sínfise púbica e superficie plantar
Valores de referência relação SS/SI
Ao nascer | 3 anos | 5 anos | 10 anos | >10 anos |
1,7 | 1,33 | 1,7 | 1 | <1 |
→ Desproporção SS>SI : acondroplastia, raquitismo e Síndrome de Turner
→ Desproporção SI>SS: Síndrme de Marfan
DIAGNÓSTICO BAIXA ESTATURA
Anamnese:
Pré-natal: infecções, doença maternas ou placentárias
Nascimento: peso, comprimento, PC, PIG/AIG/GIG, prematuro ou termo
No caso de prematuros, deve-se fazer a idade corrigida e espera-se que o PC se normalize até 18 meses comprimento até 24 meses e peso até 40 meses.
Pós-natal: alimentação
HPP: internações, doenças crõnicas, uso de medicamento.
Exame físico:
Escala de Tanner para avaliação de maturação sexual
Curva de crescimento
<2DP ou <P3
Se queda de canal de percentil ! → após os 2 anos espera-se que toda criança se atenha a sua curva, se há cresiemnto <5/cm/ano ou queda da curva, precisa pesquisar!
Medida da altura dos pais → cálculo da altura alvo:
Altura pai + altura mãe dividido por 2 → +13 se menino e -13 se menina, pode-se ter desvio de até 8,5 que é normal.
Diagnóstico já e dado caso DP <2.
Exame complementar: RX de mão e punho esquerdo
Preocupante se: diferença entre idade óssea e idade cronológica é >2 anos.
Atraso pode indicar hipotireoidismo e avanço pode indicar puberdade precoce
INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR
Laboratorial:
Hemograma → anemia
Ferritina e albumina → desnutrição
VHS → inflamação
TGO e TGP → hepatopatias
Creatinina, ureia, Na, K, Gasometria e EAS → nefropatias
Ca, P e FA → doenças metabólicas
EPF → parasitoses
Anticorpo antiendomísio, fliadina e transglutaminas → doneça celíaca
TSH e T4 livre → tireodeopatias
IGF-1 e IGFBP-3 → avalição eixo GH-IGF-1
Se menina: cariótipo → Turner
Imagem:RX de mão e punho esquerdo
Preocupante se: diferença entre idade óssea e idade cronológica é >2 anos.
Atraso pode indicar hipotireoidismo e avanço pode indicar puberdade precoce
Testes de estímulo → é necessários dois testes com estímulos diferentes para confirmção de deficiência de GH
Teste de estimulo com clonidijna
Teste de estímulo com insulina
Teste de estímulo com GnRH → encontra defeitos hipofisários/hipotalâmicos
FLUOXOGRAMA
DV <2 ou P<3 → avaliação da velocidade de crescimento
Queda na velocidade → investigar
Velocidade normal → avalição da estatura-alvo
Está fora do padrão familiar → investigar
Está dentro do padrão familiar → avaliação da idade óssea
Idade óssea igual cronológica = baixa estatura familair
idade óssea menor que cronolóigca = retardo constitucional do crescimentio
CLASSIFICAÇÃO BAIXA ESTATURA
Baixa estatura varianete da normalidade:
Retardo constitucional do crescimento
Baixa estatura familiar
Patológicas → podem ser proporcionais ou desproporcionais
RETARDO CONSTITUCIONAL DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
→ É a estura abaixo do padrão familiar (mas previsão de estatura final ainda está adequadas para o padrão familiar) + idade óssea atrasada + puberdade tardia e história famliar de puberdade tardia.
Mais comum em meninos
O teste de secreção de GH pode dar um falso positivo (valor baixo) caso não seja feito priming dos esteroides (administração prévia dos hormonios sexuais por breve tempo para sensibilizar o eixo GH-IGF-1).
TRATAMENTO
→ Deve ser individualizado, partindo de uma decisão compatilhada sobre os risco e benefícios da intervenção.
TDAH
→ São transtornos do desenvolvimento, ou seja, transtornos de origem neurobiológico, intrínseco ao indivíduo com forte herança genética
CARACTERÍSTICAS
Causa genética
Início na infância <12 anos
EPIDEMIO
5,3% da população mundial
meninos 2,4:1
Pais com TDAH tem 50% chance de ter filhos com TDAH
SINTOMAS
Desatenção [desorganização, muitas desistências]
Hiperatividade
Impulsividade
Hiperfoco em atividades hiperestimulantes
FATORES DE RISCO
Da gravidez:
HAS materna
Alcool/tabaco
deficiencia de ferro
deificencia Vit, D
Baixo peso ao nascer
Prematuridade
CLINICA
→ Obrigatório: início <12 anos, prejudica vida, mantém em 2 ou + ambientes
Pré-escolar (<6 anos)
hiperativdiade e impulsividade
Predomínio de distúrbios de comportamento (desobediência)
Escolar
Desatencção (aumento da demanda escolar, manifesta-se como dificuldade escolar)
Pode ter dificuldade de interação social
Adolescentes
Desantenção
Hiperfoco → comum em video games
Pode ter comportamento social de risco associado à impulsividade
Adulto Jovem
Dificuldade no trabalho
Problemas de relacionamento
Comportamento sexual de risco
ANATOMIA
Cortéx cerebral se desenvolve mais lentamente, principalemnte em lobos frontal e temporal e podem ficar menores
DIAGNÓSTICO
→ É eminentemente clínico, demanda informações de adultos diferentes que tem contato com a criança.
→ Faz o rastreio de desatenção e hiperatividade, caso sejam muito presentes, deve ser encamihado para avaliação neuropsicológica:
ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR
Pesquisa de comorbidades: Transtorno Opositor Desafidor (40%), TAG (34%), Transtorno de conduta, Transtorno de Humor e TEA
Abordagem familiar pré-escolar → Terapia comportamento e Treinamento dos pais
2a linha → farmacos
Abordagem >6 anos:
TCC
Adaptações escolares
Rotina
Sono
Atividades físicia
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO → dopaminérgicos/noradrenérgicos
→ É segunda linha em pré-esoclares e 1a em escolares.
Venvance (Lisdexanfetamina)
Ritalina (Metilfenidato)
[Uso quando necesário, ex: em dias escolares]
→ Efeitos colaterais: queda do apetite, cefaleia, distúrbio de sono e humor, dor abdominal
PROGNÓSTICO
Transtornos psiquiátricos → depressão
Maior risco de acidente
Maior risco de gestação precoce
Dificuldade no mercado de trabalho
Maior risco de prejuízo acadêmico
TEA
→ São transtornos do desenvolvimento, ou seja, transtornos de origem neurobiológico, intrínseco ao indivíduo com forte herança genética
EPIDEMIO: meninos 4:1; Prevalência global de 1:100 crianças
SINAIS PRECOCES [média de idade para diagnóstico são 6 anos]
Atraso para adquirir o sorriso social
Desinteresse ou pouco interesse pela face humana
Olha não sustentado ou ausente
Preferência por dormir sozinho no berço
Ausência de angústia de separação materna
Irritabilidade quando ninado no colo
Atraso de fala
Andar nas pontas do pé
FATORES DE RISCO
Na gestação
Prematuridade
APGAR baixo
Infecção congênita
Ácido valproico
Alcool/tabaco
Idade mais velha dos pais
Interação com pais com ausência de afeto, estímulo ou nutrição
CLÍNICA
→ Dificuldades de comunicação e interação social + presença de comportamento ou interesses repetitivos/restritos (ex: Flapping)
Preocupações com rotinas e/ou rituais
Sintomas centrais: déficits sociais recíprocos, deficiência na comunicação, interesses rígidos e ritualísticos
DIAGNÓSTICO
→ É clínico e sintomas centrais devem estra presentes [déficits sociais recíporcos, deficiência na comunicação, interesses rígidos e ritualísticos]
Aplicação do M-CHAT
NÍVEIS
Leve: necessita de pouco apoio, tem comportamneto repetitivo e/ou restrito
Moderado: necessita de apoio substancial e dificuldade em comunicação social
Grave: Necessita de mjito apoio substancial
COMORBIDADES
TDAH
TAG
Depressão
TOC
TOD
Epilepsia
Seletividade alimentar
Deficiência intelectual e/ou de linguagem
Distúrbios do sono
Tiques motores
TRATAMENTO
Família: treinamento e capacitação dos pais
Escola: inclusão, adequação e tutor individual
Equipe de saúde: abordagem multidisciplinar + terapia comportamental
Fisioterapia → alterações motoras finas ou grossas
Nutrologia → sensibilidade gustativa e olfatória
Psicologia → sensibilidade auditiva e visual
COQUELUCHE
CONCEITO
→ Doença infecciosa transmitda pelo Bordetella pertussis ou parapertussis [bacilo aeróbico gram negativo pleomórifco
Deve ter:
ETIOPATOGÊNESE
B. pertussis coloniza epitélio ciliado [hemaglutina filamentosa adere ao ciliado] → aumenta sensibilidade da histamina, secreção de insulina, disfunção leucocitária e produz:
toxina pertussis, adenilato ciclase, pectatina e citocina traqueal → causam paralisia e destruição dos cílio → dificuldade em eliminar secreções
TRANSMISSÃO: gotículas de secreção da orofanirgen, é extremamnet ocnitgaiosa. 80% dos casos leves são de crianças vacinadas
EPIDEMIO: Maiorias dos casos são em <1 ano e, dentre estes, maioria é <1 mês.
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
Vírus → Adenovírus e VRS
M. pneumoneae
Chlamydia
Outros Bordetella
CLÍNICA
Estágios clássicos:
Fase catarral (7-14 dias) → Coriza, lacrijamento e febre baixa
Ao final dessa fase, começa a tosse seca
Fase Paroxística (2-6 semanas) → Tosse seca (do galo)
Paroxismo: aproximadamente 30 episódios a cada 24h [criança costuma ficar assintomática entre os episódios]
5-10 tosses durante uma expiração
Guincho inspiração
Vômito pós-tosse
Pode ter: cianose, olhos salientes, salivação, lacrimejamento, distensão de veias do pescoço
Fase de Convalescência (2-6 meses) → frequência e gravidade da tosse diminuem (episódios de tosse comum)
O epitélio fica mais susceptível, logo paroxismos podem voltar em caso de infecção de via aérea comcomitante
→ Em <3 meses, estágios clássicos não ocorrem e principal sintoma é apneia
DIAGNÓSTICO
Critério clínico: tosse por mínimo de 2 semanas com paroxismos ou guincho inspiratório seguido de vômito sem causa aparente.
Critério laboratorial: PCR para B. pertussis ou espécime de B. pertussis isolada em amotra.
Hemograma: leucocitose → linfocitose com linfóciots típicos
Rx de Tórax: infiltrado instersticial que pode se apresentar como coração felpudo
COMPLICAÇÕES
Adultos e adolescentes → são incomuns mas pode ter: síncope, distrúrboi de sono e fratura de costela
Lactentes pdoem ter complicações mais graves → Pneumonia (22%), convulsões (2% e encefalotapia (<0,5%)
TRATAMENTO
<1 mês: azitromicina (sempre preferir) ou eritromicina
> 1 mês: azitromicina, eritromicina ou clindamicina
Se >2 meses: sulfa com trimetropim é uma alternativa
PROFILAXIA
Azitromicina
Se tosse tem no maximo 21 dias: profilaxia deve sser feita para todos em contato com o paciente, independete do status vacinal.
Se tosse tem mais de 21 dias: profilaxia é feita apenas em casos de maior risco (lactentes, gestantes e contactantes de lactentes)
VACINA
PNI: Pentavalentes (2-4-6 meses); DTP (15 meses e 4 anos)
! Principal estratégia de proteção para bebê < 2 meses é a DTPa para gestante a partir da 20a semana !
BRONQUIOLITE
→ Bronquiolite VIral Aguda: nome dado ao primeiro episódio de sibiliância antes de 1 ano
EPIDEMIO → <2 anos, com pico aos 6 meses
AGENTES ETIOLÓGICOS
VSR (paramixovírus de RNA) →50-80%
Rinovírus
Influenza
COVID-19
Adenovírus
TRANSMISSÃO → contato direto ou próximo
FATORES DE RISCO
Idade → é o maior fatores de risco, entre 1-3 meses
Prematuro
PIG
<12 semanas
defeitos anatômicos de via aérea
Doenças neurológicas
Cardiopatias congênitas
Displasia brncopulmonar ou outras doenças respiratórias crônicas
Imunodeficiência
Ausência de aleitamento
FISIOPATOLOGIA
Inoculação em mucosa nasal → 4-5 dias → IVAS → inspiração das secreções → IVAI → necrose epitelial → infiltrado poliformonuclear e macrófagos + mediadores inflamatórios → aumento da permeabilidade vascular → aumento do edema e da inflamação → obstrução
O tipo de lesão e clínica depende do: tropismo do vírus, virulência, calibre da via aérea e resposta imune
DIAGNÓSTICO
É clínico !
Contato + Sazonalidade do VSR + história de IVAS de início agudo + evolução para obstrução de IVAI
O tempo de evolução é amplo: até 2 semanas
Sazonaliade do VSR:
Sudentes → Abril
Norte e CO → Abril
Nordeste → Maio
Sul → Junho
EXAMES COMPLEMENTARES
hemograma e gaso arterial não são indicados de rotina
PCR só é indicado em épocas fora da sazonalidade do VSR
RX é indicado mas não é necessário para fechar diagnóstico
Pode estar: normal, hiperinsuflado, atelectasia ou infiltrado peribrônquico
GRAU DE GRAVIDADE
Bronquiolite leve → alimentação normal, IRPM <60 se <2 meses e <50 se >2 meses, tiragem leve, sem aletas nasais ou genência, Sat >92%
Bronquiolite moderada: menos alimentaçãp; IRMP >60, tiragem moderada, sem aleta nasal ou gemência, Sat 88-92%, Irritável
Bronquiolite grave → recusa alimentar, IRPM >70, Tiragem grave,batimento de aletas nasais e/ou gemência, Sat <88%, Letárgico
TRATAMENTO
Base: controle da temperaura, manutenção do status hidrico,e nutricional e desconforto respiratorio
Medida gerais: cabeceira elevada, aspiração nasal se sinais de desconforto, medidade de isolamento
Hiidratação: qualquer coisa via oral é contra-iindicado pois pode agravar sofrimento respiratório progessivo [FR >60 tem maior risco de aspiração]
Saturação: O2 se sat <92% → padrão é O2 subnasal mas se falha está indicado oxigenoterapia de alto fluxo
Administração de solução salina hipertonica é estudada como conduta.
! Não usar: corticoide, broncodilatadores, antivirais , fisioterapia respiratoria, adrenalina, solução salina ou palivizumabe !
QUANDO DAR ALTA
FR adequada sem sinais de desconforto respiratório
Ingesta via oral adequada
Cuidadores são capazes de fazer limpeza nasal adequada e entender sinais de alerta
Possibilidade de revisão médica após alta
IMUNIZAÇÃO
Uso de anticorpos omonoclonais (nirsevimabe) para:
RN e lactentes em sua r=primeira tmepora da pico de VSR
Crianças de até 2 anos de alta morbimortalidade (cardiopara, pneumopatas e imunossuprimidos)
Vacina para gestante disponibilizada em 2024 contra VSR em 2 ou 3o trimestre.
DIARREIA
→ Eliminação de fezes amolecidas ou liquidas >3x/dia
Aguda: <14 dias
Persistente: 14-30 dias
Crônica: >30 dias
DIARREIA AGUDA
Infecciosa
Batérias: E.coli, Shigella, Salmonella
Vírus: Rotavírus, adenobírus
Protozoários: Giardia, Entamoeba
“Não-intestinais” → HIV, ITU
→ Mecanismo osmótico: microrganismo invasor → destruição dos enterócitos maduros → dimnuição área absortiva + diminução das dissacaridasses (lactase) → lactose permance no lúmen intestinal → fermentação pela microbiota intestinal → produção de gases e radicais ácidos → fezes explosivas + hiperemia perineal
Rotavírus
Associado a vômitos e febre
→ Mecanismo secretor: microorganismo invasor → exotóxinas → estímulo de mediadores intra-celulares (adenilciclase e alfa-glucase) → aumento das secreções das células nas criptas + diminuição de absorção de água e eletrólitos → espoliação hidroeletrolítica imporante.
Cólera
→ Mecanismo inflamatório: invasão de mucosa + reação inflamtória = disenteria
Shigella
Presença de febre e vômitos
REIDRATAÇÃO
Sem siniais de desidratação: SRO ou soro caseiro [Plano A]
Sinais de desitraçãos (olhos fundos, tempo de prega alto)
SRO
Jejum durantes fase de reperação 2-6h
Manutenção do aleitamneto maternos → ! melhora quadro !
Se melhorar → Plano A
Se vômitso incorecíveis → gastróclise
Se piorar → Plano C
Desitração grave (prostração) [Plano C]
reidratação endovenosa
→ Tanto obesidade quanto desnutrição grave dificultam diagnósitco de desidratação
MEDICAMENTOS
se <5 anos: zinco por 10-14 dias
ATB:
shigellose → ciprofloxacino
Amebíase → metronidazol
Cólera → doxi ou ciprofloxacino
Antieméticos → no geral não indica, casos graves
Agentes antimotilidade → nao indica!
Probioticos → indacos só se uso de ATB
PREVENÇÃO
Aleitamento materno
higiene
vacina rotavírus
DIARREIA PERSISTENTE
CAUSAS
Evento secundário → normalmente intolerância à lactose restrita (destruição de mucosa e dissacaridases no evento agudo)
Agente etiológico persistente → SHigella, Campylobacter, Cryptospo, Yersinia
Regeneração intestinal comprometida → desnutrição e imunossuprimidos
Novas Infecções intercaladas → pesquisar senamento básico e higiene
INVESTIGAÇÃO
pesquisa de glicose e pH fecal → atrofia vilositaria (intoçerância à lactose)
Coprocultura para pesquisa de disenteria
EPF para protozoárioa
Investigação de imunodeficiênia se hisotira de recorrência de infecções
DIARREIA CRÔNICA
FAIXA ETÁRIA
Neonatal → diarrei congênita
<1 ano: alergia alimentar e intolerância secundárioa ao leite
1-4 anos: diarreia funcional
>4 anos: intetolência à lactose
Adolescentes: SIR
! celiaca pode estar em qualquer faixa etária !
→ Diarreia do Delgado → 5x/dia; alto volume; pode ter alimentos mal digeridos; norlamente tem distensão abdominal, dor em mesogástrio e flanco direito
→ Diarreia do Grosso → 10x/dia; pequeno volume; pode ter: muco, pus, sangue e tenesmo evacuatório
PRINCIPAIS CAUSAS
DIARREIA FUNCIONAL
3-36 meses
= ou >4x/dia por >4 semanas sem comprometimento nutricional
Tratamento não tem necessida de restrição alimentar, apenas alertar sobre excesso de açucares
SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
Adolescentes
dor abdominal por minimo 4dias/mes associado à alterações naas fezes ou evacução
Dor não melhoras após resulção da constipaão
Sem outra causa
ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DA VACA
12 meses
Se cair na prova, vai estar escrito raias de sangue nas fezes
Tratamento: suspensão dos leite e derivados por 4-8 semanas
Resolução até 2 anos
DOENÇA CELÍCA
manifestações muito variadas
Diagnóstico: anti-transglutaminase; antiéndomisio; anti-gliadina
Trtamento: suspensão do gluten
SINAIS DE ALARME
Sangue, muco ou pus
EVacuação noturna,
dor abdominal que interrompe sono
perda de perso
deficit de crescimento
sintomas como: febre, rash, hepratomegali,a artrite, fistulas ou fissuras recorrentes
PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE
EPIDEMIOLOGIA
→ Principal causa de morte em crinaças <5 anos em países em desenvolvimento.
DEFINIÇÃO
→ infecção do trato respiratório inferior tipicamente associada a febre, sintomas respiratórios e evidência de envolvimento do parênquima, seja pelo exame físico ou pela presença de infiltrados no Rx
PATOGÊNESE
ivas → resposta imune → inflamação do trata inferior → diminuição da complacência pulmonar + aumento da resistência → alterações de ventilação e perfusão
ETIOLOGIA → pneumococo é a causa mais frequente em crianças
RN:
<3 dias: S. agalactiaes (strep Grupo B), E. coli e Listeria
3-28 dias: S. aureus/S. epidermidis, E.coli
1m- 1 ano → vírus (VRS e influenza), pneumococo, hemófilo, s.aureus, m. catarrhalis
1-5 anos → viral, mycoplasma pnuemoneae pneumococo
>5 anos → viral, mycoplasma pnuemoneae pneumococo
>5 anos tem mais chlamydia e mycoplasma !
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
Não existe patognomônico
Sinais mais comuns: Febre, Sinal de esforço respiratório, Mal estado geral
Taquipneia
< 2 meses → FR >60
2-11 meses → FR >50
1-4 anos → FR >40
Lactentes e RN → hiporexia e rebaixamento do sensório podem ser prodromos dos sintomas comuns.
Quadro: recusa alimentar, inquietação, prostração, sons respiratórios anormais ou tosse, febre.
Crianças e adolescentes → queixa de dor torácica, abdominal (é referida do lobo inferior) ou em nuca (é referida do lobo superior) associado
Crianças jovens podem ter apenas febre e leucocitose
SINAIS DE ALARME
<2 meses:
FR > 60irmp
Esforço respiratório
Febre alta ou hipotermia
Recusa alimentar (>3 mamadas)
Sibilancia ou estridor em repouso
Sensório alterado → letrargia, sonolência ou irritabilidade
> 2 meses:
Tiragem subcostal
Estridor em repouso
Recusa de líquidos
Convulsão ou alteração do sensório
Vômitos incoercíveis
RAIO X DE TÓRAX → quando fazer
→ Antes de Diagnóstico:
Dúvida de diagnóstico → RX normal não exclui pneumonia
Presença de hipoxemia
Desconforto respiratório
SInais de gravidade
→ Após diagnóstico:
Falha de resposta ao tratamento
Piora progressiva
Verificação de complicações
→ Após melhora (controle)
Após 4-6 semanas se HPP de pneumonias recorrentes no mesmo lobo → suspeita de mal-formação ou corpo estranho
Pneumonia redonda → se imagem no RX diagnóstico foi ovalada (possibilidade de turmo ou abcesso)
Colapso pulmonar e/ou sintomas persistentes
! Não se deve fazer após o tratamento com boa resposta clínica !
INTERNAÇÃO → Sinais de pneumonia grave
Tiragem subcostal
Dificuldade para ingerir líquidos
Sinaisd e dificuldade respiratória mais grave → movimentos involuntários da cabeça (devaneio de cabeça), gemência (pode ser sinal de insufienciência), batimentos de aletas do nariz.
Cianose central
Febre >38,5
Sinais de infecção grave → perfusão lenta
Sat O2 <92%
Contexto Social complexo
→ Conduta pós internação: hemocultura
→ O pneumococo é o mais frequente na pneumonia bacteriana, logo também no derrame pleura.
→ A proporção de casos de S.aureus aumenta quando há empiema
PNEUMONIA AFEBRIL DO LACTENTE
Principal agente: Chlamydia trachomatis
Sintomatologia: quadro de instalação gradual → tosse em staccato (curta, seca e espaçada), conjutivite por 5-14 dias, taquipneia, estado geral preservado.
História: <4 meses, parto vaginal, hisotória de vulvovaginite materna
Exame físico: crepitações inspiratórias difusas
Conduta:
Hemograma e PCR → anemia, eosinofilia, PCR alto
RX Tórax → Infiltrado intersticial (borramento de área) e hiperinsuflação
Sorologia para chlamiydia (IgM eleva em 7-10 dias e IgG quadruplica em intervalo de 2-3 semanas)
PNEUMONIA PNEUMOCÓCICA → bacteriana típica
Agentes em lactentes e pré-escolares: vírus, pneumococo, hemófilo , M. catarrhalis
Sintomatologia: coriza, tosse secretiva, febre alta, esforço respiratório, dor torácica e abdominal, prostração
História: IVAS prévia
Exame físico: hipocorado, taquipneico, crepitções e Broncofonia → “sopro tubário”. Muito específico de pneumonia.
Conduta:
Hemograma e PCR: Leucocitose e PCR muito alto
Rx de Tórax: padrão lobar
Possibilidade: teste de aglutinação do látex → pesquisa de antígenos do pneumoco e hemófilo tipo B no liquido pleural ou urina até 5 dias antes do ATB.
Tratamento (independe de idade):
1a escolha: Amoxcilina 50mg/kg/dia de 8 em 8h por 7-10 dias (obrigatório)
2a escolha: Azitromicina 10mg/kg/dia de 24-24h por 5 dias
! Reavaliação em 48h-72h para avaliar melhora ou piora !
→ Se em creche ou tratamento com ATB nos últimos 3 meses, tratamento deve ser com Dose Dobrada!
→ Usar Amoxicilina com clavulanato quando há suspeita de pneumonia associada a influenza
PNEUMONIA ATÍPICA
Principal agente: Mycoplasma pneumoniae
Apresentação clínica: sintomas mais leves, sibilancia e crepitação, PCR não sobe, RX com infiltrado intesriticla ou peri-hilar
! manifestação extra-pulmonar importante: mucosite !
Mais comum em crianças maiores 5 anos (principais agentes bacterianos são pneumococ e mycoplasma)
DD: pneumonia viral
Tratamento 1a esolha: Azitromicina 10mg/kg/dia de 24-24h por 5 dias
! Reavaliação em 48h-72h para avaliar melhora ou piora !
PNEUMONIA GRAVE
→ Conduta pós internação: hemocultura e ATB
→ O pneumococo é o mais frequente na pneumonia bacteriana, logo também no derrame pleura.
→ A proporção de casos de S.aureus aumenta quando há empiema. A pneumonia por S. aureus possui maior potencial de gravidade e tem lesões de pele como porte de enrtad. Rx de Tórax mostrará acometimento broncopulmonar.
Tratamento:
<2 meses: 1a escolha é ampicilina EV + gentamicina EV; 2a escolha é oxacilina + gentamicina
2m - 5 anos: 1a escolha é aimpicilina EV ou Pen G cristalina EV; 2a escolha é azitromicina VO ou claritromicina EV
>5 anos: ampicilina EV ou Pen G cristalina EV; 2a escolha é azitromicina VO ou claritromicina EV
COMPLICAÇÕES
→ Ausência/falha de melhora com ATB adequeado após 48-72h não necessariamente indica troca de ATB!
Derrame pleural parapneumônico [derrame pleural + pneumonia]
Conceito: desequilibrio enrta a formação e remoção do fluído pleural com acúmulo de líquido devido a processo infeccioso.
Complicação mais comum da PAC
Clínica: persistência de febre, taquipneia, instabilidade.
Exame físico: submacicez à percussão, redução do frêmito e redução do MVF à ausculta
Confirmação diagnóstico (1 é suficiente)
Rx de Tórax PA, perfil e decúbit lateral do lado da suspeita de derrame → visualiza derrames >50ml
USG Tórax: Detecta volume de 5-50lm (Linhas B) e sinais de organização.
TC de Tórax normalmente não é necessária
Pode ser complicado (empiema) ou não complicado (estéril)
Fases:
Fase exsudativa (24-72h): derrame não complicado, ou seja, sem invasão bacteriana em que apenas ATB pode ser eficaz.
Fase fibrinolenta (7-10 dias): derrame complicado, ou seja, com invasão bacteriana.
Indicação: drenagem → Gram, cultura, pH (abaixa), glicose (diminui), LDH (aumento → indica necrose celular)
Critérios de Light
→ Entre estas fasses é possível fazer toracoscopia ou debridamento químico com fibrinolíticos
Fase de Organização (2-4 semanas): migração de fibroblastos e fomração de fibrose, ocorre encarceramento pulmonar.
Conduta: decorticação pulmonar por toracotomia
Tratamento: Ampicilina ou Pen G cristalina ou Amox-clavulanato ou Ceftriaxona + oxacilina
→ FLUXOGRAMA: clínica de derrame → exame de imagem para confirmação diagnóstica (RX)
Derrame pequeno (<10mm ou <1/4 hemitórax) → ATB e observação → se piora, refazer exame de imagem
Derrame moderado ou grande → toracocentese diagnóstica → se empiema ou bactérias (gram ou critérios de Light indicativos) indicado drenagem terapêutica e tratamento ATB de acordo com resultados → mantém dreno até observar melhora clínico-radiológica (temperatura, respiração) → Retira dreno quando volume de drenagem cai <15ml/24h ou se líquido claro
Em caso de não melhora após drenagem em 48-72, considerar VATS (videotoracoscopia → derrame já pode estar loculado) e terapia com fibrinolíticos (TPA → fator ativador de plaminogênio ou uroquinase)
CRITÉRIOS DE LIGHT → determinação de líquido pleural exsudiativo ou transudativo
Exsudato: relação proteína pleural e sérica >0,5; relação DHL pleural e sérico >0,6; DHL pleural é maior que 2/3 do limite superior da normalidade do DHL sérico.
Causas: pneumonia, TB, neoplasia
Transudato: relação proteína pleural e sérica < ou =0,5; relação DHL pleural e sérico é < ou = 0,6; DHL pleural é menor ou igual que 2/3 do limite superior da normalidade do DHL sérico.
Causas: IC, cirrose hepática, diáliase peritoneal, síndrome nefrótica
Pneumonia necrosante
Pneumonia → necrose de tecido pulmonar → cavitações → podem coalescer formando grande cavitação, fístula bronco-pulmonar ou pneumotórax
agentes → pneumococo, s. aureus e s. pyogenes
Abcesso pulmonar
agentes: s.aureus e flora anaeróbica do trato respiratório superior
RX → cavidade de paredes espessas com nível hidroaéreo
Pneumatocele
Cistos pulmonares de parede fina contado ar, causado pelo s. aureus.
COsutma involuis espontaneamente
INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORES
AMIGDALITE
Viral (maioria em <5 anos): muita hiperemia, febre mais baixa, coriza
Mais comum em crianças pequenas
Rinovírus, coronavírus, adenovírus
Tratamento é sintomático
Bacteriana (maioria em 5-15 anos): Placas muito grandes, febre alta, prostração, petéquias no palato, exantema escarlatiniforme (pele em lixa, filatov e pastia)
5-15 anos é mais comum bactéria → strep. pyogenes
Teste rápido S. pyogene → diferenciação clínica é muito difícil logo ele é indicado quando há suspeita.
Se teste vem negatobo mas há clinica muito sugestiva de pyogenes, conduta é fazer cultura.
Tratamento [ATBs demoram 72h para fazer efeito]: objetivo é reduzir complicações, gravidade dos sitomas e transmissão por contato.
Benzetacil (DU) → principal efeito colateral é alergia (manter criança em observação por ao menos 2h)
Amoxicilina → deve ser tomada por 10 dias.
2a escolha: cefalexina (se alergia moderada à penicilina); clavulin; clindamicina
3a escolha: azitromicina em caso de alergia grave a penicilina, é a única que tratamento dura 5 dias e não 10.
Complicações: Febre reumáutica, abcesso, otite
→ Diagnostico diferencias placas na amigdala: herpangina, estomatite e caseum.
! Presença de placas não necessariamente é bacteriana !
Abcesso periamigdaliano → conduta inclui:
Drenagem do abcesso
TC
Avaliação com otorrino
Escalonamento do ATB → pode ser clavulina endovenosa ou clindamicina associada a ceftriaxona
Amigdalite de repetição: >3 episódios ao ano.
Fisiopatologia: presença de deformidades em amígdalas que favorece perpetuação bacteriana, normalmente são bacterias aneróbias. (Fusobacterium sp.)
→ Ocorre efeito “ping pong”: mesmas pessoas ficam se passando a bacteria, normalmente interfamiliar.
Conduta: clindamicina [abrange anaeróbios] e cultura.
OTITE MÉDIA AGUDA
Principal sinal é o abaulamento de timpâno
Sintomas: febre, dor local, choro, inapetência, vômitos
Mais comum: 6-24 meses → pico de incidência: 6-18 meses
Maioria irá se resolver espontâneamente
50% em 24 horas
80% em 3 dias
principais agentes são os vírus S. pnuemoniae; H. influenzae; M. catarrhalis
Complicações:
Perfuração da membrana timpânica → pode causa hipoacusia ou Oite Média Crônica
Mastoidite → presença de edema ou hiperemeia nos mastoides tem que fazer TC, e se presente deve-se internar pois evolui para meningite
Meningite
Quando usar antibiótico:
<6 meses
6-23 meses se presença de otorreia ou é bilateral
>2 anos se presença de otorreia
! Se sinais de gravidades, sempre usar ATB !
Tratamento ATB
Amoxicilina → 5-7 dias se <2 anos e 7-10 dias se >2 anos
Amoxicilida dose-dobrada, amoxicilina-clavulanato, amoxicilina-clavulanato dose-dobrada, Cefalosporina de 2a caso alergia leve a penicilina, clidaminacina ou levofloxacino caso alergia grave a panicilina
Ceftriaxona por 3 dias em caso de otite de repetição
SINUSITE
Sintomas: febre baixa, coriza amarelo-esverdado, tosse seca, espirros
Viral: principal conduta é lavagem nasal
→ Seios da face: nascemos com etmoidal e maxilar, esfenoidal surge entre 2 e 3 anos, frontal surge entre 4-6 anos [todos estão amadurecidos aos 14 anos, exceto frontal que só amadurece aos 18]
Quando pensar em bacteriana
persistência sem melhora >10 dias
piora após melhora inical
sintomas graves: temparatura >39°C, aparêcnai doentia
idade
Quais antibióticos usar → depende do risco de resistência, se há risco tratamento é com 2a linha, se não é com 1a
1a linha: amoxicilina
Crianças → 5-7 dias
Adultos → 10-14 dias
2a linha: amoxicilina-clavulanato, clindaminas levofloxacino (também usado emc aso de alergia a penicilina)
Casos graves que raquerem hospitalização: ampicilina/sulbactan, ceftriaxona, cefotaxime, levofloxacino EV.
! Nunca usar macrolídeo (azitromicina) ! → Não penetra em cav
Risco de resistência: <2 anos, >65 anos, imunossuprimidos, creches, uso prévio de ATB, hispitalização ou comorbiddes.
Quando pedir exame de imagem → apenas se suspeita de complicações
ASMA
EXACERBAÇÃO (é o que cai prova)
→ Episódio asmático agudo com agravamento dos sintomas da doença causa por obstrção do fluxo respiratório
Exacerbação Leve e Moderada
Conversa em frases, prefere sentar a deitar, Não agitado, sem tiragem interxostal, FR aumentada, FC 100-120, Sat 90-95%
Conduta: O2 + Salbutamol 3-10 puffs de 20=20 minutos + predinisona oral
Se sem efeitos, usar ipratrópio
Exacerbação severa
Conversa em palavras, senta-se curvado para a frente, tiram intercostal, FR >30, FC >120, Sat<O2
Conduta: O2 + Salbutamol 3-10 puffs de 20 em 20 minutos + Prednisona oral ou IV (mesma efetividade)
Se sem efeitos, condierar ipatrópio e magnésio IV
Urgência asmática
Sonolência, confusão e silência torácico
Conduta: Salbutamol, O2 e preparar para intubar.