TUP_7 Towing equipment Parte_2.mp4
Tool Lines
O cabo de reboque é o elo entre o rebocador e o navio, suportando forças dinâmicas. Os requisitos básicos são:
Suportar as forças dinâmicas.
Compensar as cargas dinâmicas para evitar cargas excessivas no cabo.
Ter densidade linear adequada para fácil manuseio.
Ser flexível e resistente ao desgaste.
Na terceira edição, a lista de requisitos foi alterada. Os tipos de cabos podem ser de fibra sintética, aço ou uma combinação de ambos. O tipo de cabo influencia no tamanho do [sarilho] do guincho e das buzinas dos rebocadores.
Cabos de Aço (Wire Ropes)
Cabos de aço são feitos de:
Vários wires (arames) formam um strand (perna).
Vários strands enrolados em torno de uma alma (central core) de fibra ou aço formam o cabo.
Lay é a torção dos strands para formar o cabo, ou dos arames para formar o strand. Writehand lay e lefthand lay são chamados de zlay e slay, respectivamente. Em um cabo ordinário com pernas cochadas para a esquerda, os arames de cada perna são cochados para a direita, diferente do Langueslei.
No Langueslei, o lay dos fios da perna é o mesmo lay das pernas no cabo. Cabos cochados nesse esquema desgastam menos, mas tendem a desenrolar, limitando seu uso.
Crosslay Strands
Todos os wires de crosslay strands possuem comprimento de lay diferente e o mesmo diâmetro. A alta concentração de esforços nos pontos de crossover ocasiona falha interna prematura.
Equal Lay Strands
Equal lay strands duram mais devido ao menor desgaste interno. Os fios possuem o mesmo passo e diâmetros diferentes, sendo mais fortes e suportando melhor as cargas cíclicas.
Em um strand acochado em crossley, todos os arames têm o mesmo diâmetro e passos diferentes, causando enfraquecimento. Já no weeklelay, os arames têm o mesmo passo e diâmetros diferentes, aumentando a resistência do cabo.
Há vários tipos de construções, sendo a melhor delas o Warren Seal. Um cabo 6 por 36 possui 6 pernas, com 36 arames em cada perna. Quanto mais fino cada arame e maior o número de arames, maior é a flexibilidade e a resistência à fadiga, mas menor é a resistência à abrasão.
Almas de fibra facilitam o manuseio, tornando o cabo mais flexível, ideal para uso manual. Almas de aço resistem melhor às crunching forces no sarilho do guincho, sendo 7% a 8% mais resistentes e esticando menos que cabos com alma de fibra de mesmo diâmetro. Cabos com alma de aço são indicados para uso em guinchos.
Synthetic Fiber Ropes
Devido ao aumento do bolor pull dos rebocadores e à resistência, alongamento e peso dos cabos de fibra sintética, há uma preferência crescente por esses cabos.
As fibras são torcidas, formando os initially yarns, que são retorcidos formando os finally yarns. Os finally yarns são retorcidos novamente, formando os strings (strand é sinônimo de plate, que é perna em português). Os strings são retorcidos, formando os cabos (ropes em inglês). Para evitar descoxar, os strings e os yarns são torcidos em direções opostas.
Tipos e métodos de construção
Assim como nos cabos de aço, nos cabos de fibra existem lefthand e right hand lay. O tipo mais comum de cabo torcido é o three strand road rolles, sinônimo de halser, lady road rolles. Eles possuem boa resistência à abrasão, mas têm a tendência a formar cocas (kink or hockle), o que diminui a resistência. Cabos six stranger roadcore structure são torcidos similarmente aos cabos de aço convencionais e têm menos tendência à formação de cocas do que os cabos de 3 pernas.
Cabos trançados (braided ropes) possuem construção diferente. Cabos de 8 pernas (Plated Square braid or Multiplate) têm seção transversal meio quadrada e são formados por 4 pares de pernas, cada par alternadamente z laid e s laid, o que os torna quase livres de cocas e muito flexíveis. Cabos de 8 pernas são mais duráveis que os cabos torcidos e, comparados aos de 3 pernas, possuem maior capacidade de absorção de energia e aproximadamente a mesma resistência.
Nos cabos braid ropes, todas as tranças (braids) são construídas usando-se uma quantidade igual de pernas torcidas em z e em s. Dessa forma, são considerados perfeitamente equilibrados e livres de torque.
Core dependent rope é um cabo dentro do outro. Essa engenharia inclui o uso de diferentes fibras no core rope e no cover rope para controlar as propriedades mecânicas do cabo. No desenho padrão, ambos os cabos se complementam em resistência e dividem a carga quase igualmente, o que é possível quando as fibras são elásticas. Mas quando esses cabos são feitos de fibras modernas de alta performance, como Dyneema, Spectra e Kevlar, que possuem pouquíssima elasticidade, fica difícil fazer com que o core e a cover dividam a carga. Nesses casos, a capa é apenas uma capa protetora e não contribui para a resistência do cabo, sendo muitas vezes feita de poliéster.
Twealth Strange Rope são 12 strands torcidos, trançados em uma única trança, o que deixa um espaço oco no meio do cabo. Hollow braids são cabos não rotativos e fáceis de costurar.
O frio extremo diminui a resistência de algumas fibras (10% para o nylon) e aumenta a de outras fibras (20% para o poliéster). Se houver formação de gelo, a resistência diminui devido à abrasão interna.
Modern Synthetic Fibers
As fibras sintéticas de última geração, como o aramide, o HMPE e o LPC, são muito resistentes e têm baixíssima elasticidade.
Aramide
Sinônimos: Kevlar, Tecnora e Twaron. O aramide não flutua, o que é uma desvantagem pois pode enroscar no propulsor do rebocador ou do navio. Decompõe-se a 500^\circ C em vez de derreter-se e possui resistência razoável a raios ultravioleta, devendo ser protegido quando exposto ao sol. Não é recomendado para cabos de reboque.
HMPE
Sinônimos: Spectra e Dyneema. O HMPE flutua e possui excelente abrasão interna e superficial. Possui baixo coeficiente de fricção, tendendo a enterrar-se nas camadas internas do sarilho quando sob tensão, o que é ruim. O ponto de fusão é de aproximadamente 150^\circ C, sendo menos resistente à temperatura que o aramide. Possui boa resistência a raios ultravioleta. Absorve melhor o choque de carga (shock load) que o aramide, embora não seja recomendado criar carga de choque em fibra de alta resistência. Em temperaturas extremamente frias, mantém-se bastante flexível, aumentando a resistência em 5% a 10% quando a −50^\\circ C. A temperatura máxima de operação é de 70^\\circ C. O HMPE pode sofrer danos pelo aquecimento causado pela fricção nas buzinas quando em altas cargas. Buzinas aquecidas durante o dia, em portos quentes, podem gerar o mesmo problema. A solução pode ser proteger a parte do cabo que entrará em contato com a buzina. O HMPE é 20% mais resistente nos primeiros meses de vida útil.
LPC
Liquid Crystal Polymer tem alta resistência, baixa elasticidade, boas características de fadiga por flexão, mínima absorção de umidade, excelente resistência a produtos químicos, excelente durabilidade contra fadiga, corte e abrasão, é muito estável sob altas cargas estáticas, muito sensível às condições meteorológicas e sua resistência à temperatura é intermediária entre o HMPE e o Aramide (entre 150^\circ C e 500^\circC).
Conventional Synthetic Fibers
São elas: poliéster, nylon e polipropileno.
Poliéster
Mais pesado e não flutua. Mais durável, com alta resistência seca/molhada, alta resistência à abrasão, baixo coeficiente de fricção, alto ponto de fusão, baixa elasticidade e não perde resistência ao cyclic loading. Seu coeficiente de fricção relativamente alto é adequado para billing on bits. A resistência do poliéster também aumenta com o frio, ficando 20% mais resistente em temperaturas de -35 a -40 graus Celsius, mas o gelo causa abrasão interna, diminuindo a resistência.
Nylon
Seco, é a fibra mais resistente das fibras sintéticas convencionais, excluindo aramide, HMPE e LPC. Molhado, perde de 15% a 20% da resistência. É a fibra que tem maior elasticidade, também é pesada e não flutua. O nylon molhado perde resistência devido a cargas cíclicas, portanto, cabo velho de nylon enfraquece mais que cabo velho de poliéster. O nylon é mais forte que o poliéster, mas se estiver velho, é mais fraco que o poliéster. Com relação à temperatura, o nylon perde 10% da resistência nas baixas temperaturas, adicionado à perda de resistência causada pelo gelo.
Polipropileno
Tem a mesma elasticidade do poliéster, mas é significativamente menos resistente que o nylon e o poliéster. É a fibra mais leve, então flutua e não enrosca nos propulsores do rebocador e do navio. Possui baixo ponto de fusão, tendendo a fundir-se sob alta fricção, e desintegra-se com longa exposição a raios ultravioleta.
Combinação de Poliéster e Polipropileno
A resistência é intermediária entre os dois materiais, a resistência à abrasão e a cargas cíclicas é quase igual à do poliéster puro e oferece excelente resistência a danos por fusão interna, pois o polipropileno sempre funde primeiro, estabilizando a temperatura e o ponto de fusão do cabo inteiro, protegendo as fibras do poliéster.
Characteristics of Steel Wire and Various Fiber Ropes
Elongation
Representa a quantidade de alongamento esperada para uma determinada carga de serviço. O alongamento é imediatamente recuperado assim que a carga é aliviada. Conforme o cabo trabalha, os espaços vazios entre as fibras são removidos e o alongamento real diminui, tornando-se mais dependente das propriedades da fibra.
Cabos torcidos geralmente possuem maior alongamento elástico percentual que cabos trançados.
Tipicamente, um cabo mais firme terá uma elasticidade maior do que um cabo mais macio e flexível.
Tension Fatigue
Dyneema aguenta um número muito superior de ciclos que aramide e poliéster. Mas, ao aumentarem-se as cargas de pico, a quantidade de ciclos até a ruptura diminui mais rapidamente para o Dyneema e para o aramide. Se for aplicada uma carga de 60% do MBL, o aramide aguenta mais ciclos (100.000 ciclos) do que o poliéster (10.000 ciclos). No entanto, se for aplicada uma carga de 75% do MBL, o poliéster aguenta mais ciclos do que o aramide. O mesmo vale na comparação do poliéster com o Dyneema ou HMPE.
Splicings
A resistência à ruptura é 15% maior quando o cabo não tem alça (no splicet).
Finishes and Coatings
O termo mais comumente utilizado para revestimentos resistentes à água é o marine overlay finish. Esses revestimentos são aplicados durante o processo de produção das fibras ou dos próprios cabos. Eles melhoram a resistência à abrasão e à ruptura, aumentam a resistência do cabo com relação à matéria orgânica, aumentam a resistência do cabo à decomposição, aumentam a resistência quando o cabo está exposto às condições severas, aumentam a resistência do cabo quanto ao snag (partes salientes das buzinas e outros acessórios do convés), protegem contra radiação UV e ainda servem para fazer color coding.
Chafe Protection Gear
O cabo pode ser afetado pelas buzinas e pelos cabeços do navio, quando estes têm pouca manutenção. Então, essas peças podem ter partes salientes (snags) que podem acabar danificando o cabo de reboque. Os pendentes e as extremidades dos cabos devem ser protegidos. O uso de uma chafe gear apropriada protege o cabo e aumenta sobremaneira sua vida útil. É muito mais econômico substituir a chafe gear do que o pendent.
Composition of Towlines
Nas opções que o Racing coloca, todas têm o messenger. O messenger é a retinida utilizada para passar o cabo. O cabo de reboque pode ser um simples cabo de aço, cabo de aço com strap-ter, com pendente de aço, cabo de fibra com pendente de aço ou cabo de fibra com pendente de fibra. O messenger deve flutuar, ser longo, suficientemente forte e fácil de manusear. Recomenda-se que os messengers sejam bradded (não torcidos), com torque equilibrado para não girar quando subindo até o navio, especialmente para os casos de navios grandes. O diâmetro do mensageiro deve ser tal que seu minimum breaking load seja suficiente para aguentar o peso do cabo, mesmo para os navios mais altos (25 milímetros tem sido considerado melhor). O HMPE não deve ser utilizado para messenger, pois escorrega (baixo coeficiente de fricção). Já o polipropileno pode ser o melhor, porque não escorrega e ainda por cima flutua.
Se a conexão entre o mensageiro e o pendente for gearf hit connection, pode causar danos à alça do pendente ou do cabo de reboque pela abrasão interna ou fusão das fibras, sendo o melhor método o Grumé.
Pendent
O pendente funciona como um fusível que parte primeiro, evitando a substituição do cabo de reboque inteiro. Normalmente, o pendente tem a mesma construção do cabo de reboque e o menor diâmetro, ou então é cabo de reboque de mesmo diâmetro, só que mais velho. O pendente pode ser de nylon, poliéster ou poliéster mais polipropileno. O comprimento é de aproximadamente 10 metros e sua carga de ruptura deve ser 25% maior que a carga de ruptura do cabo de aço. Quando trabalhando com nylon, esse valor se aplica ao cabo seco. Muitas vezes, o stracture é dobrado formando grume, com a vantagem de que se pode girar o anel para distribuir o desgaste no stracture uniformemente.
Embora o nylon possua maior elasticidade, ele perde força e resistência à abrasão quando molhado, além de estar sujeito a danos tradicionais quando usado junto com cabo de reboque de aço. Portanto, as opções preferidas para stracture são o poliéster ou o poliéster mais polipropileno.
O tipo de cabo a ser utilizado depende das cargas, particularmente das cargas dinâmicas, e também se será ou não utilizado no guincho de reboque. Esses cabos podem ser de nylon, poliéster, polipropileno ou poliéster + polipropileno (fibras sintéticas tradicionais). A construção pode ser double grated, 12, 8, 6 ou 3 pernas, só que os de 3 pernas não são recomendados para uso no guincho, pois é um cabo pouco estável.
O nylon é usado principalmente em condições de ondas por causa da sua grande elasticidade. A empresa de rebocadores usa cabo de nylon de 3 pernas por causa da elasticidade e da facilidade de manejo (não deve ser no guincho). Dyneema e Spectra vêm sendo cada vez mais usados por rebocadores de escolta e rebocadores portuários, mas sua elasticidade é muito baixa, o que compromete a absorção de cargas dinâmicas e resulta em picos de carga quando não se usa o load reduction system e quando o cabo é curto.
O pendente protege o cabo de reboque contra a abrasão e pode ser de aço (Dyneema com pendente de aço) ou de HMPE (Dyneema com pendente de HMPE), ou então de nylon ou de poliéster com uma capa de proteção contra atrito. O nome tales se aplica tanto a stratch (stratcher) quanto a pendent. Os pendentes de nylon ou poliéster acabam tendo dupla função, pois também melhoram a elasticidade do cabo.
O cabo G-HOOK pode ser conectado ao pendente ou a outro cabo através de dois métodos adequados para unir cabos de diâmetro similar sem uso de timbal ou de outro equipamento. Timbal é o sapatilha que aparece lá no arte naval. O primeiro método é o colhead connection. A straence é de aproximadamente 85%, segundo a Sinfe, mas pode ser muito menor se cabos diferentes forem utilizados. Segundo a Arsenal, qualquer trabalho que é feito nos cabos reduz a resistência. I to I connection: a straence é de 90% a 100%.
Outro método é o LANConnect. Sua resistência pode ser feita de tal forma que ele pode ser usado como a conexão mais forte ou então como elo mais fraco, tipo fusível. O LANConnect funciona com cabos de diversos materiais, incluindo Dynima e poliéster. Esse método conecta-se e desconecta-se os cabos de maneira fácil e rápida.
Basic Tow Line Lanth
Os seguintes pontos abordam rebocadores no método toin on line. Com cabo curto, o rebocador consegue reagir mais rápido para se opor a uma guinada do navio. Isso se aplica a ambos os métodos, Toyo Align e Push Pou. Quando o comprimento do cabo dobra, o tempo de reação dobra. O espaço de manobra requerido pelo navio é menor quando o rebocador reage rápido, não dando tempo para o navio derivar. A largura total requerida da via em que se navega, contando com o espaço necessário para a manobra do navio mais rebocador, também fica menor. Essas são as três vantagens do cabo de reboque curto.
O cabo curto reduz a eficiência do rebocador por causa do efeito da descarga do propulsor do rebocador no costado do navio. O rebocador deve ter bola pul o suficiente para compensar essa perda. A tração estática disponível (bola pull) também influencia a chips. Independentemente do método de reboque utilizado, o ângulo vertical do cabo pode ficar muito grande se o cabo for muito curto. A força de tração no cabo de reboque pode ser dividida nas componentes P e L. Se o cabo estiver muito inclinado, a componente L (vertical) fica muito grande. A fricção na buzina do navio será muito grande, resultando em altas temperaturas e grande desgaste que diminuem a vida útil do cabo. Recomenda-se o uso de fortes pendentes, pois eles são facilmente substituídos.
Tug Safety in Relation to Throw Line Lanth
Cabo curto pode ser perigoso para operar na proa de navio com velocidade. A pequena distância até a proa do navio limita o tempo de reação do mestre. Além disso, a reserva de potência do rebocador será pequena e a interação será maior. Com cabo curto, o mestre deve observar de perto as mudanças de rumo e velocidade do navio e o prático deve ter cuidado com as ordens de leme/máquina, mantendo o mestre sempre informado de suas intenções. Por causa disso, mestres de rebocadores que operam na proa de navios não gostam de usar cabos curtos com nevoeiro denso ou quando o navio está em alta velocidade.
Quando rebocadores operam de travessa (navio está com seguimento à ré), quanto mais íngreme for o cabo de reboque, maior será a força de endireitamento L. Nesse caso, o cabo de reboque curto tem efeito positivo para a segurança do rebocador.
Stream of To Line and Safety Factories
A figura 7.41 mostra que a força no cabo de reboque aumenta muito com o ângulo de reboque vertical. Até 40 graus, a influência não é muito grande, mas acima desse valor, a força aumenta rapidamente. A força aumenta em 50% para ângulos de 45 a 50 graus e em 100% para ângulos de 60 graus.
Lembrando da trigonometria: \cos(45) = \frac{\sqrt{2}}{2}, \cos(60) = \frac{1}{2}. Se você inverter \frac{1}{2}, vai dar 2.
Nem sempre há uma relação direta entre a força no cabo de reboque e a força (bola pull) do rebocador. Por exemplo, num rebocador operando broadside, a força no cabo advém apenas da resistência do casco do rebocador. No método indireto, a força no cabo advém principalmente das forças de sustentação geradas pelo casco do rebocador.
Apesar disso, os principais fatores para as máximas forças estáticas no cabo durante operações portuárias normais são: bowler pull e o ângulo de reboque.
Dynamic Forces in a Short To Line
Além das forças estáticas, as forças dinâmicas também podem ocorrer no cabo, atingindo altos valores. Essas forças dinâmicas são geradas no cabo de reboque por acelerações repentinas do rebocador, manobras erradas, ondas, etc. As acelerações horizontais do rebocador podem ser mantidas sob controle se ele manobrar com cuidado. O mesmo não vale para acelerações verticais devido a ondas e vagas, que podem afetar muito a força no cabo de reboque, especialmente se os cabos forem curtos e íngremes.
Quanto mais comprido e mais elástico for o cabo de reboque, melhor as forças dinâmicas poderão ser absorvidas e menores serão os valores de pico. Por isso, a resistência e a elasticidade do cabo são importantes, principalmente quando os rebocadores têm que operar com cabos curtos e em condições de ondas. Por causa das forças dinâmicas, um cabo com 45 a 50 graus de ângulo vertical pode ser submetido a forças maiores do que 0,5 vezes o bowler pull. Esse fato vai ser agravado se o cabo tiver pouca elasticidade, como é o caso do cabo de aço ou do HMPE sem o stratter.
O bola pull e o ângulo vertical do cabo de reboque não são as únicas causas das forças criadas no cabo. As forças dinâmicas também têm papel importante.
A massa do rebocador também é fator nas forças dinâmicas que ocorrem independentemente do método de assistência utilizado.
Contudo, o bowler pull pode ser considerado o fator mais importante, seguido por ângulo vertical, forças dinâmicas e massa do rebocador.
Safety Factors Regarding To Line Strength
O bowler pull é considerado o fator mais importante. Os outros fatores, como a massa e a forma submersa, estão relacionados ao tamanho do rebocador, e o tamanho do rebocador está relacionado ao bowler pull.
Resistência do Cabo de Aço
Dois aspectos são mais importantes:
Elastic limit: quando excedido, ocorre alongamento permanente. O elastic limit é aproximadamente dois terços do minimum breaking load (MBL).
Endurance limit: quando excedido várias vezes, a vida útil do cabo fica muito comprometida. O cabo pode partir mesmo sem nunca ter atingido o elastic limit. O endurance limit é cerca de metade do minimum leaker load.
Considerando uma força no cabo de duas vezes o bowler pull (inclinação de 60 graus), o minimum breaking strength do cabo de reboque de aço deve ser ao menos 4 vezes o bowler pull, para que o cabo opere dentro do elastic limit e do endurance limit. Esse fator 4 é devido ao fator 2 da inclinação de 60 graus e ao fator 2 do endurance limit.
Cabos de Reboque de Fibra Sintética
Os valores de pico devido às cargas dinâmicas são menores nos cabos de fibra convencionais do que nos cabos de aço e cabos de fibra moderna, pois as fibras convencionais absorvem melhor essas cargas.
Segundo a Osimf, deve-se utilizar um fator de segurança de 2.2 para cabos de nylon, pois estes perdem resistência quando molhados, e 2 para outros. O nylon quando molhado perde resistência. Enquanto para outros cabos de fibra sintética o fator de segurança era de 2, para o nylon era de 2.22. Na quarta edição, o Rense nos traz que a Sinfe mudou, 2.22 para 2 para o nylon também, que nem as outras fibras sintéticas. Só que, na hora de fazer os testes, você faz os testes com o nylon molhado. Isso novamente resulta em um fator de segurança igual a 4.
Na prática, várias empresas usam fatores na casa de 3,5 a 4 vezes o bowler pull, podendo variar de 2 a 6 vezes o bowler pull. Esse fator de 2 é muito pequeno e acaba diminuindo a vida útil do cabo. No caso de scorting, são necessários outros critérios mais apropriados para calcular o minimum breaking strength.
Ships Murrylines as Tool Lines
Não é recomendável utilizar os cabos de amarração do navio como cabos de reboque, especialmente com rebocadores potentes. A resistência e a composição dos cabos de amarração não são compatíveis com a força dos rebocadores modernos.
Por exemplo, as sociedades classificadoras recomendam que a carga mínima de ruptura das espias para os graneleiros seja de 50 a 70 toneladas. E aí, se usarmos um rebocador com bola pull de 30 toneladas, a força dos cabos de amarração deveria ser de 120 toneladas, muito superior a essas espias de 50 a 70.
Ademais, as espias são muito usadas, desgastam muito, e sua qualidade pode ser afetada por óleos, químicos, sol e outros fatores. Por essas razões, as espias geralmente possuem um MBL bem menor que os cabos de reboque.
Safe Workload Ships
O bowler pull dos rebocadores portuários tem aumentado consideravelmente nos últimos 30 a 40 anos, de 20 a 30 toneladas para 70 a 80 toneladas nos dias atuais. Esse aumento desencadeia três importantes consequências para a assistência de rebocadores:
A força dos cabeços, buzinas e estruturas de suporte dos navios assistidos não acompanharam esse crescimento de potência dos rebocadores, danificando ou até quebrando essas partes do navio.
O rebocador deve reduzir a potência para puxar com uma força que seja compatível com o safe workload dos cabeços e buzinas do navio. No entanto, se o rebocador puxa com uma potência reduzida, o risco para o navio assistido fica maior.
Design load: A carga de projeto dos cabos usados para operações normais de reboque deve ser de 1,25 vezes a máxima carga pretendida de reboque e deve ser aplicado ao longo do cabo de acordo com o Toin and Muriing Arrangement plan.
A safe workload usada para operações normais de reboque não pode exceder a 80% da carga de projeto. Deve-se levar em conta que os acessórios e as estruturas de suporte do casco devem aguentar uma carga que não seja maior do que o dobro da carga de projeto (2,5 vezes a máxima carga pretendida de reboque). Isso se aplica a acessórios onde o cabo faz ângulo, portanto, a força resultante sobre o acessório será maior do que a carga de projeto do cabo.
Para facilitar o entendimento, vamos imaginar o caso específico onde a carga de projeto seja 100 toneladas força. O rebocador vai assistir com 25 toneladas e a carga máxima pretendida de reboque (safe workload) é de 80 toneladas.
Nesse caso, a carga máxima que os feelings devem aguentar são 200 toneladas. 25 toneladas de bowler pull vezes 4 = 100 toneladas força, que é a carga de projeto do cabo. Safe workload de 80 toneladas vezes 1,25 = 100 toneladas (carga de projeto). E o safe workload de 80 toneladas vezes 2,5 = 200 toneladas de carga máxima que os feedins (acessórios no convés do navio) devem aguentar.