Sebenta 2 FH
Reprodução Assexuada
Partenogénese: Duplicação do número de cromossomas após meiose com formação de ovos não fertilizados.
Cissiparidade: Divisão do progenitor em dois indivíduos de igual tamanho.
Gemiparidade: Formação de um gomo lateral no progenitor que, ao se desenvolver, origina um indivíduo idêntico ao progenitor.
Fragmentação: Formação de um novo indivíduo a partir de um fragmento do progenitor.
Sistema Reprodutor Masculino
Determinação Genética do Sexo
Até 6 semanas de desenvolvimento, as gónadas são indiferenciadas, podendo originar ovários ou testículos.
Nos machos, a formação dos testículos é iniciada pelo gene SRY (sex-determining region Y) localizado no cromossoma Y, que produz a proteína TDF (testis-determining factor).
Órgãos Reprodutores Masculinos
Túbulos Seminíferos: Contêm células germinativas (espermatogónias) que originam os espermatozoides.
Células de Sertoli: Produzem a hormona MIF (Müllerian-inhibiting factor) que inibe o desenvolvimento dos canais de Müller, responsáveis pela formação dos órgãos reprodutores femininos.
Células de Leydig: Produzem testosterona que promove o desenvolvimento e crescimento dos ductos de Wolff, levando à formação do epidídimo e canal deferente.
Órgãos Reprodutores Femininos
Desenvolvimento
No zigoto com cariótipo XX, a ausência do gene SRY impede a produção de TDF, levando ao desenvolvimento dos ovários.
Canais de Müller: Sem a presença de MIF, desenvolvem-se em útero e trompas de Falópio.
Genitália Externa
A ausência de testosterona resulta na degeneração dos ductos de Wolff, permitindo o desenvolvimento da genitália externa feminina.
Anomalias
Síndrome de Insensibilidade Completa aos Androgénios (CAIS): Indivíduos XY com testículos que produzem androgénios, mas o corpo é insensível a eles, resultando em genitália externa feminina.
Síndrome de Sensibilidade Parcial aos Androgénios (PAIS): O corpo responde parcialmente aos androgénios, levando a genitália externa ambígua.
Deficiência da 5-Alfa Redutase: Falta de conversão de testosterona em DHT resulta em genitália ambígua, embora os ductos de Wolff se desenvolvam.
Síndromes Genéticas
Síndrome de Klinefelter (XXY): Testículos pequenos, produção reduzida de androgénios e desenvolvimento parcial dos ductos de Wolff.
Síndrome de Turner (XO): Formação de órgãos reprodutores femininos, ausência de androgéneos.
Funções dos Testículos
Funções Endócrinas: Produção de testosterona e em menor quantidade estrogénios e progesterona.
Funções Exócrinas: Formação de espermatozoides.
Estrutura do Testículo
Túbulos Seminíferos: Onde ocorre a espermatogénese; contêm células de Leydig e de Sertoli.
Epidídimo: Local de maturação dos espermatozoides.
Espermatogénese
Processo de formação de espermatozoides:
Células Germinativas: Espermatogónias se dividem por mitose e meiose, produzindo espermatócitos.
Divisões Meióticas: Formam espermatócitos secundários e espermatídeos.
Diferenciação: Espermatídeos se tornam espermatozoides.
Maturação: Espermatozoides tornam-se férteis no epidídimo.
Células de Sertoli
Localizadas nos túbulos seminíferos, essencial para o suporte das células germinativas.
Funções
Barreira Hematotesticular: Impede que os espermatozoides sejam reconhecidos como estranhos.
Suporte Nutricional: Fornecem nutrientes e realizam fagocitose de células germinativas.
Produção de Fluido Testicular: Transporta espermatozoides nos túbulos seminíferos.
Conversão de Testosterona: Para DHT, essencial no desenvolvimento da genitália externa masculina.
Constituição do Sémen
Composição: Muco, tampões de pH, frutose, enzimas e espermatozoides.
Produção Hormonal: Controlada principalmente por GnRH, FSH e LH
Efeitos da Testosterona
Hormona crucial para a diferenciação sexual, controle da libido, e desenvolvimento de tecidos sexuais secundários.
Resposta Sexual Masculina
Fases
Excitação: Aumento do fluxo sanguíneo e lubrificação.
Plateau: Intensificação da excitação.
Orgasmo: Emissão de espermatozoides.
Resolução: Retorno à flacidez.
Ereção e Mecanismos
Ocorre devido à vasodilatação mediada por NO; o Viagra e Alprostadil são utilizados para ajudar neste processo.
Ciclo Menstrual e Funções do Corpo Lúteo
O ciclo menstrual envolve variações hormonais e alterações nos ovários e no útero, regulados por FSH e LH.
Funções do Corpo Lúteo
Produção de estrogénios e progesterona.
Inibição da FSH e LH, evitando ovulações sucessivas.
Imunidade e Sistema Imunitário
O sistema imunitário se divide em dois: inato (sem memória) e adaptativo (com memória).
Mecanismos de Defesa
Barreiras Externas: Pele, mucosas.
Células Fagocíticas: Como macrófagos e neutrófilos.
Resposta Imunológica durante Infeções
Bacteriana: Resposta inata ativa, seguidas pela resposta adaptativa com produção de anticorpos nos linfócitos B.
Viral: Ativação de células T citotóxicas para eliminar células infetadas.
Imunidade Adquirida
Ativada por exposição a patógenos, podendo ser natural ou artificial (vacinação).
Tipos de Anticorpos
IgG, IgA, IgM, IgE, IgD têm funções específicas na defesa contra patógenos.
Contraceptivos e sua Eficácia
Métodos incluem barreira, hormonais e esterilização com diferentes efeitos e indicações.
Resumo do Ciclo Folicular e Luteínico
O ciclo ovárico e uterino inclui fases de crescimento folicular, ovulação e mudança do endométrio.
Conclusão
O sistema reprodutor humano é complexo e interligado à resposta hormonal e ao sistema imunológico, apresentando uma interação fundamental para a reprodução e defesa do organismo.