Sebenta 2 FH

Reprodução Assexuada

  • Partenogénese: Duplicação do número de cromossomas após meiose com formação de ovos não fertilizados.

  • Cissiparidade: Divisão do progenitor em dois indivíduos de igual tamanho.

  • Gemiparidade: Formação de um gomo lateral no progenitor que, ao se desenvolver, origina um indivíduo idêntico ao progenitor.

  • Fragmentação: Formação de um novo indivíduo a partir de um fragmento do progenitor.

Sistema Reprodutor Masculino

Determinação Genética do Sexo

  • Até 6 semanas de desenvolvimento, as gónadas são indiferenciadas, podendo originar ovários ou testículos.

  • Nos machos, a formação dos testículos é iniciada pelo gene SRY (sex-determining region Y) localizado no cromossoma Y, que produz a proteína TDF (testis-determining factor).

Órgãos Reprodutores Masculinos

  • Túbulos Seminíferos: Contêm células germinativas (espermatogónias) que originam os espermatozoides.

  • Células de Sertoli: Produzem a hormona MIF (Müllerian-inhibiting factor) que inibe o desenvolvimento dos canais de Müller, responsáveis pela formação dos órgãos reprodutores femininos.

  • Células de Leydig: Produzem testosterona que promove o desenvolvimento e crescimento dos ductos de Wolff, levando à formação do epidídimo e canal deferente.

Órgãos Reprodutores Femininos

Desenvolvimento

  • No zigoto com cariótipo XX, a ausência do gene SRY impede a produção de TDF, levando ao desenvolvimento dos ovários.

  • Canais de Müller: Sem a presença de MIF, desenvolvem-se em útero e trompas de Falópio.

Genitália Externa

  • A ausência de testosterona resulta na degeneração dos ductos de Wolff, permitindo o desenvolvimento da genitália externa feminina.

Anomalias

  • Síndrome de Insensibilidade Completa aos Androgénios (CAIS): Indivíduos XY com testículos que produzem androgénios, mas o corpo é insensível a eles, resultando em genitália externa feminina.

  • Síndrome de Sensibilidade Parcial aos Androgénios (PAIS): O corpo responde parcialmente aos androgénios, levando a genitália externa ambígua.

  • Deficiência da 5-Alfa Redutase: Falta de conversão de testosterona em DHT resulta em genitália ambígua, embora os ductos de Wolff se desenvolvam.

Síndromes Genéticas

  • Síndrome de Klinefelter (XXY): Testículos pequenos, produção reduzida de androgénios e desenvolvimento parcial dos ductos de Wolff.

  • Síndrome de Turner (XO): Formação de órgãos reprodutores femininos, ausência de androgéneos.

Funções dos Testículos

  • Funções Endócrinas: Produção de testosterona e em menor quantidade estrogénios e progesterona.

  • Funções Exócrinas: Formação de espermatozoides.

Estrutura do Testículo

  • Túbulos Seminíferos: Onde ocorre a espermatogénese; contêm células de Leydig e de Sertoli.

  • Epidídimo: Local de maturação dos espermatozoides.

Espermatogénese

  • Processo de formação de espermatozoides:

    1. Células Germinativas: Espermatogónias se dividem por mitose e meiose, produzindo espermatócitos.

    2. Divisões Meióticas: Formam espermatócitos secundários e espermatídeos.

    3. Diferenciação: Espermatídeos se tornam espermatozoides.

    4. Maturação: Espermatozoides tornam-se férteis no epidídimo.

Células de Sertoli

  • Localizadas nos túbulos seminíferos, essencial para o suporte das células germinativas.

Funções

  1. Barreira Hematotesticular: Impede que os espermatozoides sejam reconhecidos como estranhos.

  2. Suporte Nutricional: Fornecem nutrientes e realizam fagocitose de células germinativas.

  3. Produção de Fluido Testicular: Transporta espermatozoides nos túbulos seminíferos.

  4. Conversão de Testosterona: Para DHT, essencial no desenvolvimento da genitália externa masculina.

Constituição do Sémen

  • Composição: Muco, tampões de pH, frutose, enzimas e espermatozoides.

  • Produção Hormonal: Controlada principalmente por GnRH, FSH e LH

Efeitos da Testosterona

  • Hormona crucial para a diferenciação sexual, controle da libido, e desenvolvimento de tecidos sexuais secundários.

Resposta Sexual Masculina

Fases

  1. Excitação: Aumento do fluxo sanguíneo e lubrificação.

  2. Plateau: Intensificação da excitação.

  3. Orgasmo: Emissão de espermatozoides.

  4. Resolução: Retorno à flacidez.

Ereção e Mecanismos

  • Ocorre devido à vasodilatação mediada por NO; o Viagra e Alprostadil são utilizados para ajudar neste processo.

Ciclo Menstrual e Funções do Corpo Lúteo

  • O ciclo menstrual envolve variações hormonais e alterações nos ovários e no útero, regulados por FSH e LH.

Funções do Corpo Lúteo

  1. Produção de estrogénios e progesterona.

  2. Inibição da FSH e LH, evitando ovulações sucessivas.

Imunidade e Sistema Imunitário

  • O sistema imunitário se divide em dois: inato (sem memória) e adaptativo (com memória).

Mecanismos de Defesa

  1. Barreiras Externas: Pele, mucosas.

  2. Células Fagocíticas: Como macrófagos e neutrófilos.

Resposta Imunológica durante Infeções

  1. Bacteriana: Resposta inata ativa, seguidas pela resposta adaptativa com produção de anticorpos nos linfócitos B.

  2. Viral: Ativação de células T citotóxicas para eliminar células infetadas.

Imunidade Adquirida

  • Ativada por exposição a patógenos, podendo ser natural ou artificial (vacinação).

Tipos de Anticorpos

  • IgG, IgA, IgM, IgE, IgD têm funções específicas na defesa contra patógenos.

Contraceptivos e sua Eficácia

  • Métodos incluem barreira, hormonais e esterilização com diferentes efeitos e indicações.

Resumo do Ciclo Folicular e Luteínico

  • O ciclo ovárico e uterino inclui fases de crescimento folicular, ovulação e mudança do endométrio.

Conclusão

  • O sistema reprodutor humano é complexo e interligado à resposta hormonal e ao sistema imunológico, apresentando uma interação fundamental para a reprodução e defesa do organismo.