Teorias evolucionistas

  • Até o século XIX, o pensamento biológico dividia-se entre o fixismo e o transformismo

  • Fixismo: defendia que as espécies são imutáveis (não mudam) e foram planejadas desde sua criação

  • Transformismo: que sugeria mudanças ao longo do tempo.

  • Intelectuais como Erasmus Darwin e Jean-Baptiste Lamarck começaram a desafiar o fixismo, especialmente com o avanço das evidências fósseis descobertas na Revolução Industrial.

  • George-Louis Leclerc, naturalista francês e conde de Buffon, por exemplo, propôs que as espécies tinham um “molde interno” influenciado pelo ambiente, introduzindo conceitos de ancestralidade e adaptação que seriam refinados anos depois

> Teoria de Lamarck

  • Jean-Baptiste Lamarck, naturalista francês, propôs uma teoria evolucionista que incluía a geração espontânea e a evolução em uma escala de complexidade

  • Nessa escala, os seres primitivos se transformavam gradualmente em formas mais complexas.

  • Lamarck acreditava que o ambiente influenciava ativamente na adaptação, forçando os seres vivos a modular seus hábitos, o que resultava no desenvolvimento ou atrofia de órgãos (lei do uso e desuso). Essas mudanças eram então transmitidas à geração seguinte (lei dos caracteres adquiridos).

> Teoria de Charles Darwin

  • Charles Darwin foi um naturalista inglês, conhecido por sua obra A Origem das Espécies, na qual propôs um mecanismo para a evolução denominado seleção natural

  • Darwin foi influenciado por Thomas Malthus, que discutiu a escassez de recursos e a luta pela sobrevivência, e pelas ideias de Jean-Baptiste Lamarck e outros transformistas sobre a mudança gradual das espécies.

  • Ele utilizou as observações empíricas e dados de sua expedição de 5 anos ao redor do planeta no navio cartográfico HMS Beagle para fundamentar sua teoria.

→ Darwin e Wallace desenvolvem teoria semelhante

  • Darwin começou a formular sua teoria da seleção natural no final da década de 1830, mas continuou trabalhando silenciosamente nela por vinte anos.

  • Durante esses anos, ele se correspondeu brevemente com Wallace, que estava explorando a vida selvagem da América do Sul e da Ásia.

  • Ele enviou a Darwin sua teoria em 1858, que, para choque de Darwin, quase replicou sua teoria.

  • Charles Lyell e Joseph Dalton Hooker organizaram a apresentação das teorias de Darwin e Wallace em uma reunião da Sociedade Lineana em 1858.

→ Seleção natural

  • Variação: os seres vivos apresentam variabilidade de características, e alguns indivíduos têm características favoráveis à sobrevivência e reprodução;

  • Hereditariedade: muitas dessas variações são hereditárias, ou seja, podem ser transmitidas aos descendentes;

  • Aptidão diferencial: as condições ambientais geram uma pressão seletiva, que influencia na taxa de sobrevivência dos indivíduos, determinando quais serão os mais aptos a sobreviver. Os seres mais aptos sobrevivem, se reproduzem e passam essas características favoráveis para as próximas gerações;

  • Acúmulo de mudanças: com o tempo, as vantagens seletivas acumuladas podem levar ao surgimento de novas espécies (descendentes com modificações a partir de um ancestral comum);

  • Isolamento reprodutivo: incapacidade de diferentes espécies se cruzarem e gerarem descendentes férteis por fatores como incompatibilidade genética, física e/ou comportamental.

  • A seleção natural ocorre de forma que, aqueles que mais se adaptam ao ambiente tem mais chance de sobreviver

  • A seleção natural leva ao surgimento de uma variedade de espécies, organizadas em uma estrutura ramificada semelhante a uma “árvore-da-vida”. Nessa árvore, as espécies antigas (o tronco) evoluem, dando origem a novas espécies (os ramos).

→ As contribuições da Genética para a teoria de Darwin

  • Quando Darwin escreveu A origem das espécies, nem os mecanismos genéticos de Mendel, nem o DNA eram conhecidos.

  • Na década de 1930, cientistas formularam a teoria sintética da evolução, ou neodarwinismo

  • Essa teoria incorporou a genética mendeliana, explicando a herança de características por genes (herdabilidade), e a mutação genética como fonte de variação nas características (variabilidade).

> Árvores filogenéticas

  • Uma árvore filogenética (cladograma), é um diagrama que representa as relações de parentesco evolutivo entre organismos e seus ancestrais comuns.

  • Ancestral comum: é a espécie que, por meio de descendência com modificação, dá origem a novas espécies.

  • A hipótese de que toda a vida tem uma única origem é sustentada por diversas evidências, como o fato de todas as formas de vida utilizarem o mesmo código genético (DNA e RNA).

  • Embora seja difícil identificar precisamente a espécie ancestral em razão do registro fóssil incompleto, metodologias como a reconstrução de estados ancestrais permitem estimar as características do ancestral comum a partir de uma árvore filogenética confiável e das características dos organismos atuais.

→ Componentes de uma filogenia

  • Raiz: representa o mais recente ancestral comum de todas as espécies na árvore filogenética;

  • Nós: pontos de ramificação que representam eventos de divergência, em que um grupo ancestral se divide em dois grupos descendentes. Cada nó corresponde ao ancestral comum mais recente dos grupos subsequentes;

  • Ramos: linhas que conectam os nós e levam às espécies ou aos grupos de interesse, encontrados nos ramos terminais.

  • A diferença entre a árvore filogênica mamífera e as outras árvores é que a mamífera trazem grupos maiores de espécies semelhantes

> Evidências de relações evolutivas

  • Para construir uma árvore filogenética, podem ser usadas características anatômicas, moleculares e embriológicas, as quais representam evidências da evolução dos grupos de interesse.

  • As principais evidências da evolução provêm de estudos comparativos de:

    • Registro fóssil

    • Anatomia

    • Bioquímica

    • Embriologia

→ Ancestral em comum

  • É uma espécie que, através do processo de descendência com modificação, dá origem a novas espécies.

  • A hipótese de que toda a vida possui uma única origem é sustentada por diversas evidências de que todas as formas de vida usam o mesmo código genético

  • O código genético é o conjunto de regras por meio do qual a informação contida no material genético (DNA e RNA) é traduzida em proteínas. Essas regras são universais e comuns a todos os seres vivos.

→ Convergência adaptativa

  • É o processo em que grupos diferentes se adaptam a um mesmo habitat, resultando em semelhanças na organização corporal, mesmo sem relação de parentesco próxima.

  • Esses organismos apresentam estruturas com a mesma função, chamadas estruturas análogas.

  • A presença de asas em morcegos, insetos e aves, que representam adaptações convergentes de grupos diferentes.

→ Irradiação adaptativa

  • Irradiação adaptativa: processo evolutivo que um grupo ancestral coloniza diferentes ambientes, cada um com suas próprias pressões seletivas, e se adapta a eles.

  • Esse fenômeno leva à origem de novas espécies em um período relativamente curto e resulta em estruturas que são semelhantes entre espécies diferentes devido à sua origem embrionária comum, mesmo que desempenhem funções diferentes.

→ Homologia e Analogia

  • A homologia pode ser definida como características que possuem a mesma origem embrionária e estão presentes em espécies com ancestralidade comum.

  • A analogia não indica ancestralidade comum sendo resultado de evolução convergente, já que possuem origens embrionárias distintas